Mostrar mensagens com a etiqueta gente parva. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta gente parva. Mostrar todas as mensagens

9 de julho de 2014

Justificação de falta

Tenho andado ausente, bem sei. Uma vez mais não é por estar a abarrotar de paciência (cada vez mais difícil), ter estado num retiro espiritual, estar a nadar em luz, áureas, coisas do bem e coisas do género. Nem é por falta de material…. Pelo contrário… as situações que irritam a minha doce paciência continuam a pular como coelhos mega reprodutores aos meus pés… já o tempo foi à máquina de lavar juntamente com a minha camisola de lã preferida… no programa errado… e deu nisto… minorquinha quem nem visto.

É que eu podia falar da banha peluda, isto é, da barriga do maior pintas que veste camisolas justas (e curtas) ao contrário porque é hipster e tem a mania que é sexy

Eu podia falar do Don Juan da moita que joga charme entre amigas

Eu podia falar da minha pontaria certeira em ficar nas mesas em que a média de idade ronda os 70 anos

Eu podia falar na minha estranha maneira de me assustar com a normalidade

Eu podia falar das pessoas que se metem nas camas das outras

Eu podia falar do vizinho do meu boguinhas que não consegue estacionar a merda do gigante do carro um pouco mais afastado do meu (tenho problemas de espaço, já sei!)

Eu podia falar do São Pedro que tem a mania de fazer chover cães e gatos nos fins-de-semana de praia

Eu podia falar das aparências, dos conhecimentos, do silêncio e das horas não dormidas

Podia falar da força negra que me obriga a sair do caminho do bem

Da linha do coração escavada na minha mão

Podia falar do gato que continua hiperactivo mas igualmente tão fofinho que só ele sabe ser

Dos constantes saltos entre o Mundo-em-que-se-trata-tudo-por-você e o Mundo-em-que-finalmente-somos-todos-tu que me deixam em curto-circuito

Da má educação das pessoas que se dizem de berço

Da música que tentam trazer aos meus ouvidos para me cegarem

Da humildade dos que pouco têm e dão

Das ditaduras comportamentais que regulam o dia-a-dia, profissões, locais, bares e cafés

Podia falar da amizade como ela é e esquecer os fretes daqueles em que se vai tropeçando

Podia falar da selecção brasileira que me escangalhou as apostas

Eu podia falar do que já não me lembro, mas é isso… a paciência para a memória continua a ser zero… ou nada


26 de junho de 2014

À selecção tuga: o que é que é isto minha gente!?

Ora bem, conselho à selecção portuguesa: venham armados até aos dentes de amuletos, rezas, patas de coelho, cruzes, bonecos de vudu e por aí fora... 

PARA: 


1º) sair do estádio sem tropeçar nos sabonetes; 
2º) sair do Brasil sem levar um enxerto de porrada dos portugueses que por ali andam; 
3º) sair do Brasil sem levar igualmente um enxerto de porrada dos do Gana que também não passaram aos oitavos, mesmo estando mais próximos de tal feito (é o verdadeiro "não passo eu, nem passas tu");
4º) chegar a Portugal e entrar na camioneta sem levar um enxerto de porrada dos portugueses que estarão no aeroporto (vão sempre... para o bem ou para o mal pois parece que não há mais nada de interessante para fazer do que ir esperar equipas a aeroporto... mas se for preciso chega o filho, o neto ou o periquito e esse já vão recambiados de táxi para casa e já é um luxo).

Lembrem-se: o avião da selecção espanhola foi atingido por raio à chegada! É que isto de se andarem a meter com deuses africanos e santinhos portugueses vai dar mau resultado. É outro patamar! Já não são os raios e coriscos praguejados em altos berros em cafés, parques, salas de reuniões e casas de família. 


Cambada!




4 de fevereiro de 2014

Sem comentários para tanta parvoíce pegada - praxes

Tenho andado tão a correr de um lado para o outro que ainda não tinha falado do assunto hot deste inverno de chuva, frio e vento (já tive de resgatar uma planta da varanda que andava no bailarico). Mas pelos vistos guardei-me para a pérola das pérolas. 

Não gosto de praxes, não lhes acho sentido de nenhum, não vejo necessidade, nem percebo muito bem. Tenho para mim que é mais uma manifestação da triste natureza do homem e da sua cegueira pelo poder, pelo excesso e pela humilhação dos mais "fracos" (eu queria por "H" porque não é uma questão de género, mas não me apetece ter aqui o "H" quando falo das coisas tristes que compõem a condição humana).

Não digo que todas as ditas praxes, praxantes, praxistas, duxes, duxistas e resto do pessoal das batinas sejam de caixão à cova... eu fui praxada e não foi nada de especial. Tintas na cara e uma aula fantasma com jogos parvos, incluindo um dot de serviço (quem se lembra do "dot" no cantinho superior direito ou esquerdo das nossas televisões?).

Não generalizando e abstendo-me de bater no ceguinho no que respeita ao caso do meco, às entrevistas aos vizinhos, às reconstituições jornalísticas, às dúvidas e fantasias que se criam em volta de todo este caso, tenho de me focar na estupidez do video que passo a publicar e que tem andado já na boca do povo (facebook). 

Os argumentos apresentados por esta gente são tiros nos seus próprios pés... os pés de quem praxou o tico e o teco... para nunca mais os voltar a ver.


Só pérolas:

"Temos o direito de ser humilhados" (deviam rever o conceito de direito... se forem estudantes de direito que o Bastonário lhes valha...)

"O objectivo principal não é a integração" (ao contrário dos argumentos utilizados em defesa da coisa por outras pessoas)

"Isto não é humilhação ou pelo menos humilhação gratuita" (porque se fosse onerosa isso sim já seria mau... se pega ainda começam a cobrar aos caloiros para serem praxados...)

"O “estar de quatro” ou comer coisas que não gostamos… a praxe é a vida, isso acontece na vida. A vida é dura!" (é isso... a vida é estar de quatro e comer coisas que não gostamos... ou apanhar caracóis e comê-los logo a seguir)


"Talvez seja para nos ensinar um pouco não a ler, não a escrever, mas ensina-nos que todos nós temos direito a ser humilhados." (outro que não aprendeu a ler... ou pelo menos a pensar!)