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10 de julho de 2014

Piadinha do momento – Se Deus quiser... mas qual? O meu ou o teu?


É que estas coisas fazem-me sempre confusão… ou, como se diz por aí, fazem-me espécie. Quem vai ganhar o mundial? Alemanha ou Argentina? Papa B ou Papa F? É que ser Papa significa ter uma cunha tremenda no reino dos céus… mas agora é que a porca torce o rabo e quero ver como é que as divindades desportivas (os responsáveis por ouvir os milhões de preces e promessas de adeptos fervorosos espalhados por esse mundo céu) se amanham com isto das cunhas.

Acredito piamente que para este Mundial foram contratados vários anjinhos e santinhos (a termo ou quiçá a recibos verdes) para não deixar escapar uma velinha acesa para o “tjimi” (=team) do corazón. Estes anjinhos e santinhos fazem relatórios diários que remetem, por via de uma tecnologia mega eficaz, para análise do concílio dos deuses que, por sua vez, emite um fumo da cor da selecção vencedora, depois de ponderar muito bem ponderadinho os vários factores.

Como nada na vida é perfeito e existe sempre um bug na melhor das tecnologias (no melhor pano cai a nódoa!) houve um danado de um bicharoco (bem diabólico por sinal) que provocou, para aquelas bandas, um curto-circuito tal, que o Brasil foi ao ar e agora vai ser um ver se te avias para decidir quem ganha o Mundial. Argentina? Alemanha? Quem tem a cunha mais forte?


Eu se fosse ser divino com este pelouro ia já de férias, fechava para balanço, punha o telelé no silêncio, ficava com as antenas sem rede, o que fosse… é que nem hesitava! Turbo na nuvem e ala que se faz tarde…. Inshallah ou… seja o que Deus quiser.



26 de junho de 2014

À selecção tuga: o que é que é isto minha gente!?

Ora bem, conselho à selecção portuguesa: venham armados até aos dentes de amuletos, rezas, patas de coelho, cruzes, bonecos de vudu e por aí fora... 

PARA: 


1º) sair do estádio sem tropeçar nos sabonetes; 
2º) sair do Brasil sem levar um enxerto de porrada dos portugueses que por ali andam; 
3º) sair do Brasil sem levar igualmente um enxerto de porrada dos do Gana que também não passaram aos oitavos, mesmo estando mais próximos de tal feito (é o verdadeiro "não passo eu, nem passas tu");
4º) chegar a Portugal e entrar na camioneta sem levar um enxerto de porrada dos portugueses que estarão no aeroporto (vão sempre... para o bem ou para o mal pois parece que não há mais nada de interessante para fazer do que ir esperar equipas a aeroporto... mas se for preciso chega o filho, o neto ou o periquito e esse já vão recambiados de táxi para casa e já é um luxo).

Lembrem-se: o avião da selecção espanhola foi atingido por raio à chegada! É que isto de se andarem a meter com deuses africanos e santinhos portugueses vai dar mau resultado. É outro patamar! Já não são os raios e coriscos praguejados em altos berros em cafés, parques, salas de reuniões e casas de família. 


Cambada!




14 de maio de 2014

Dúvidas existenciais numa final da taça UEFA

É comum a todos os clubes... Porque é que se grita golo quando a bola vai no meio-campo?!?!! 

(A minha amiga grita para partirem a perna a um... Porque a perna resolve-se...  O golo dos outros é que não...MEDO... Não sei se escolhi bem as amizades...) 

Já agora, porque é que o rapaz, da mesa do lado, que até engraçado, alto e espadaúdo, quando grita, lhe foge a voz para o esganiçado? E pelos vistos o amigo do lado também... Já as namoradas conseguem manter um tom mais grave... Acompanhado de vernáculos à moda do norte... 

Já o das tatoos lá ao fundo... 

Bem... Venham lá os pênaltis que estou bom SONO!!!

Entretanto temos um colega de escritório desaparecido em Turim há 18horas... Será que está preso por tentar entrar com o bilhete de outro...?

Ah espera... Ainda vêm aí mais 15 minutos

4 de abril de 2014

Rebuçados para congressos - perguntas e respostas

Porque é que as mesas dos congressos têm rebuçados junto às garrafas de água? 
Para evitar as sinfonias de tosse afectada.
Resultou?
Não. E a sinfonia já vai de mãos dadas com espirros. 
Conselho: experimentem por aspirinas e coisas com paracetamol... Ou shots de café. Zzzzzzz

12 de fevereiro de 2014

Lá se foi o chapéu e a paciência!

Este dia começou com a descoberta de que nem os chapéus grandes (era enorme...snif) se safam a esta ventania que nunca mais acaba. A minha decisão, de há uns dias, em desistir dos chapéus de chuva foi posta de lado, hoje e logo hoje, quando tentei fazer uma rua a pé porque (imagine-se) não me apetecia apanhar uma molha (que ideia estapafúrdia, de facto!). Resultado, ainda ia a meio da rua e já o chapéu estava todo virado do avesso com as varetas todas bambas... grrrrrrrrrrrrrrrrr

Eu já não peço muito... nem costumo queixar-me do tempo... não peço para o São Pedro estalar os dedos e ser já Verão... eu só queria... vá... queria um pouco menos de chuva e vento... 

E que tal uns dias Inverno de sol??? Dizem que a lagartagem gosta disso... ora aí encaixo-me perfeitamente! Porque adoro estender-me ao sol... e só isso! Isto para não falar em tempestades de lã e placas... até porque depois de todo um drama de más construções de barracas, a verdade é que nós, os leões (sempre!) não jogámos lá grande coisa e eu ainda tive de ouvir o senhor da tsf a cantarolar os golos e a descrever o processo de ingestão de alimentos pela galinha Vitória (ai! águia?!?) pois é sempre bom saber que, depois do voo, o pássaro deglutiu um pedaço de carne... seria frango?!?



17 de dezembro de 2013

Carta ao Pai Natal.... Sem pressão... Mas...

Querido Pai Natal, 
Para o ano vou portar-me bem, vou ser uma linda menina, bem comportada e com muita paciência para aqueles que se metem no meu caminho e que me tiram do sério. E como vou ser um anjinho de miúda ( já falamos sobre isso e sabes que os anos não passam por mim, serei sempre uma miúda), mereço a melhor prenda do mundo: ter tempo e oportunidade para viver o verdadeiro Natal.

Analisando bem a coisa, já a merecia este ano! Não comeces com coisas, querido Pai Natal, merecia de verdade... Só o facto de ter caído de cara e ter estado uma semana a líquidos já me dava uns bons créditos (os quilos perdidos não contam, porque me encontraram de volta). Mas pronto... Desta vez escapas... Não vou montar nenhuma armadilha, nem deitar sal no leite que acompanha as bolachinhas mágicas de cogumelos que te deixo sempre. 

É que seria mesmo tão bom chegar ao dia de hoje... A uma semana da coisa...  e não ter um espasmo nervoso por o dia de Natal ser DAQUI A UMA SEMANA! As prendas que ainda não estão compradas é o mínimo...vou-me esfalfar estas horas de almoço para evitar um mergulho de pânico nas lojas ao fim-de-semana... mas se não fossem os jantares natalícios e a quantidade de narizes que se multiplicam no Chiado, acho que me passava tudo ao lado... As luzes, os cânticos, os sonhos...

E é isto, meu querido Pai Natal, já sabes: lembra-te dos meus pedidos para este Natal... Fica só entre nós... Não vou ameaçar, mas estou à espera... Não é para pressionar... Mas lembra-te que tenho um gato hiperativo... E um nível de paciência muito (in)flexível. Quem te avisa... Tua amiga é.

Beijinhos
A tua sempre (testa-me) Santinha Paciência 





12 de dezembro de 2013

Ou andas nas compras ou aproveitas o 11:12:13:14:15:16

Ai que lá deixei passar o dia! Fogo pá... Uma pessoa anda aqui a contar os minutos, os cinco domingos únicos que calham em não sei quantos meses de um só ano, o que não acontece desde os maias ou dos dinossauros, a fugir de sal espalhado, a dar a volta ao quarteirão para não passar por debaixo de escadas, a acolher um gato amarelo para não ser preto... E DEIXO PASSAR O "momento" DO DIA 11 DO 12 DO 13, ÀS 14:15:16.... TUDO PORQUE ANDAVA NAS COMPRAS DE NATAL... Lá se foi a oportunidade de... Pois, nem sei... Não estou por dentro do assunto... Qualquer coisa! 

Livra... Se fosse ligar a estas coisas tinha uma vida animada, tinha... Ufa!


9 de dezembro de 2013

Chegaram as cãibras... venham as bananas


Confesso que, em regra, sou assim... um permanente luta interior entre gastar uma hora de almoço na ginástica ou ginasticar as pernas a ver montras... 



Mas hoje não foi assim... não houve preguiça... houve apenas muito tremelique de pernas, cãibras, inspiração e expiração daqui até aos Pirenéus, mas fui. Amanhã não me mexo... mas fui...  também, quem me mandou estar parada durante dois meses a ginasticar em frente a montras... Agora, devia ter um stock de bananas para uma pequena overdose de magnésio... será muito mau começar a cobiçar o gelado de banana e chocolate que está no congelador??!?! 








5 de dezembro de 2013

Quanto tempo demorará para os ursinhos carinhosos se transformarem em pega-monstros e depois na pior versão do Godzilla?

E sábado foi assim, a gincana das compras e os casalinhos da noite

1) A gincana das compras

Imaginem qual a melhor altura para ir fazer umas comprinhas ao Modelo/Continente de Entrecampos? Sábado… à tarde, depois da abertura da Feira Popular e precisamente no dia em que há uma promoção em que todas as fichas são um euro, à excepção de umas quaisquer que dão para uns elásticos (as coisas que eu sei...) e as pessoas preferem ir comprar o lanche das crianças ao próprio do Modelo/Continente/Bonjour (o que seja!). Isto tudo porque não tinha ainda ficado satisfeita com o jogo do "encontra o outro par" na Zilian, pois estava com 50% de desconto (no fim-de-semana passado… calma…)

Moral da história: valeu-me (i) o Papi que no meio do frete da Zilian (o que uma pessoa atura por só ter mulheres lá em casa) foi andando para a fila da caixa para guardar lugar; (ii) e a operadora da caixa do Continente que era simpática, pôs tudo muito bem aconchegado nos saquinhos (não mexi uma palha!) e ainda deu dois dedos de conversa sobre a Feira Popular do antigamente, as luzes, os monstros, o filho com bronquiolite que quer ir à feira e a outra feira que esta na FIL (e que parece que é um caos enfiado num pavilhão…)

Pergunta retórica: Será que esqueço a ideia de ir à Feira Popular?

**********

2) Casais da noite

Discussão à porta da Feira Popular (abriu há tão pouco tempo e já rendeu dois textos!)... A dois metros de distância um do outro, está um casal. Ela grita “’TÁS A GOZAR, NÃO?” e ele do outro lado da barricada responde: “O QUÊ?!?! ELES JÁ ‘TÃO À ESPERA! JÁ VISTES* O TEMPO QUE SE TEM DE ESPERAR ALI… F%&$%/?!?”

Passei. 
Entrei no metro. 
Todos os bancos vazios e um casal de namorados sentado num só banco. Ela ao colo dele.

Moral da história: Os guerrilheiros do primeiro casal já estão certamente no outono da vida a dois e os ursinhos carinhosos da estação de metro estão (bem!) na primavera...

Perguntas retóricas: Quando se ganha confiança e se conhece mais uma pessoa, isso faz com que se discuta na rua, em frente à entrada da Feira Popular do Natal??!?!

Quanto tempo demorará para os ursinhos carinhosos se transformarem em pega-monstros e depois na pior versão do Godzilla?


* foi mesmo assim que ele disse!




29 de novembro de 2013

Comparações do dia… venha o diabo e escolha…

Qual das duas a melhor…

De manhã, durante uma conversa telefónica, compara-se a entrega de uma obra com um final de namoro baseado em traição. 

Pessoa: Imagine que tem um namorado, andam há dois anos, tudo é perfeito, gostam muito um do outro, até que ele a trai. Independentemente dos bons momentos, o que fica é a traição, certo?

Eu: (Silêncio)

… em pensamento: “não acredito nisto…”

Pessoa: É o mesmo com a obra…independentemente dos esforços e de tudo o que correu bem, o cliente apenas vai reter a não entrega da mesma! Está a perceber?

Eu: (Silêncio) 

Eu: Pois. (a típica resposta do desenrasca…)

Moral da história: Até agora não consegui perceber o alcance da comparação… nem a necessidade da mesma… nem a relação entre as duas histórias. Acho mesmo que não precisava da comparação… de todo… só faltavam os desenhos.

À tarde, depois de me cruzar com o “senhor-líder-cof-cof-cof-da-oposição” que estava a sair de um restaurante aqui ao pé, recebo o email das “Notícias por Minuto” leio: “Jornal New York Times compara portugueses a... burro mirandês" 
(http://www.noticiasaominuto.com/pais/138546/new-york-times-compara-portugueses-a-burro-mirandes#.UpivJGRdVtUidade/615/0)

Eu adoro burros! Os animais, entenda-se. Por mim, saía-me o euromilhões e eu ia criar um parque natural de protecção de burros (é que não me importava nadinha). Quando li isto ainda pensei “ok. Não é necessariamente mau.” Mesmo assim e por mera curiosidade, fui ver o porquê da comparação, que passo a transcrever do site “de acordo com aquela publicação, esta raça retrata a situação (d)o País: o seu papel foi essencial durante anos, mas agora está em risco de extinção e vive dependente de verbas da União Europeia”. A ler.

Moral da história: é uma ofensa para os “burros animais”.  Nós, humanos e portugueses, somos mais que burros (“burro pejorativo”)… só que este blog tem classe… e palavrões não entram aqui… 


27 de novembro de 2013

O brunch finório e comida de nariz empinado

Domingo! Depois de dias cheios de concertos e tempos bem passados em amena cavaqueira, chega o dia da família, por isso nada melhor que combinar um brunch entre família e amigos. Que coisa boa! Um dia cheio de sol, sem horários e a almoçar um belo de um pequeno-almoço!

Parece perfeito não parece? 

Mas não! 

(E agora devia ouvir-se o som de vidro a a estalar...)

Fomos aterrar no restaurante mais "nariz empinado" de que me lembro... é que existem restaurantes que estão no topo dos top's, super chiques e nada narizes empinados... Portanto, aterramos num sítio nada a ver com os espaços descontraídos em que uma pessoa pode estar à vontade, relaxada, sem grandes formalismos e comer aquilo que quer!! É domingo, santa paciência! Não é dia de engolir um cabide e cuspir snobismo como quem respira! 

Concluindo e passando a nomes: Se quiserem ir ao brunch do U Chiado.... é ir com o fatinho de domingo, não comer nada dois dias antes (aquilo é bem servido, la isso é... Tão é que dá para mais do que uma pessoa... Só têm é de levar com a (in)delicadeza do staff quando disserem que é para partilhar... não são pessoas que partilhem... querem tudo para elas...)... 

Não se esqueçam é de confirmar que o ganache de chocolate vem para a mesa na hora certa... é que diz a senhora lá do sítio que não faz sentido nenhum vir para a mesa no final da refeição, com os doces e a fruta... Só lhe faz sentido no início... Com o tomate recheado, bacon e cogumelos, portanto.


22 de novembro de 2013

Um dia para esquecer rapidinho + uma noite para sempre recordar... The National

Ontem...

Pelas 9h30 da manhã: a chegar de carro ao escritório percebo que deixei a carteira em casa... Nem uma moedinha para o parquímetro, para o café, nicles.  

9h40: às voltas com o carro com 1001 lugares na rua e a indecisão entre estacionar em sítio de parquímetro ou nos residentes (cof cof... Mera hipótese académica). Decidi-me pelo parquímetro... Com recurso a financiamento alheio... Mas pelo menos não corria o risco de ter de pagar para a fofinha da EMEL me desbloquear o carro... Isto de não ter carteira ajuda à tomada de decisões...

10h: Lado positivo, não me esqueci do copo térmico para o chá que andava há séculos para levar para o escritório. Lado negativo... Passei a manhã a queimar-me na tentativa de beber o chá... Que às 17h ainda estava quente.... Conclusão: a parte térmica da coisa funciona lindamente. 

Manhã e tarde: consegui perder o telemóvel cerca de 10 vezes... E encontrá-lo, 10 vezes, não sem antes ter revirado a mala e os bolsos...

19h15: bilhetes para o concerto dos The National em casa e pessoas à minha espera para irmos em bando para o Meo Arena. Saio. Tomo a pior decisão do dia... Não vou pela Avenida da Liberdade e vou pela 24 de Julho.... ERRO! Cerca de 1h30 para chegar a casa... Tudo dentro de Lisboa. Razão: manifestação dos polícias e afins... que pelos vistos estava em alta a essa hora... 

E a partir daí, entre autocarros, polícias manifestantes, polícias em serviço, pessoas, bandeiras, motas, carros à nora sem saber para onde ir e os "grandessíssimos filhos de uma papoila" que estacionam em segunda fila, o contacto com o mundo foi feito com sms:

   "Estou presa no trânsito!" (19h28 - completamente parada em       Santos)
   "Está a começar a chover" (19h43)
   "Oh pá, estou com uma crise nervos que até me dói um rim!"        (19h46)
   "Acabei de verter uma lágrima por já estar a caminho e sem         trânsito! Snif" (20h12 - algures já no Marquês) 

21h e qualquer coisa: o grupo finalmente reúne-se, tudo a postos, bilhetes na mão.... ah! não! o meu primo descobre que acabou de perder o bilhete e não houve meio de o encontrar... bilhete desaparecido em combate. Irra!

Ainda antes das 22h, a sorte começou a mudar. Arranjámos outro bilhete, o táxi foi de "porta a porta", tínhamos um chapéu de chuva para o que der e vier ( dá imenso jeito levar um chapéu de chuva dos grandes para um concerto... sempre podia dar para apoio de braços) 

Chegámos. A primeira banda nem vê-la. 

Lá pelas 22h começou o sonho de uma noite bem passada, em nada arruinada pelo dia desgraçado: The National em palco.... E que bom que foi :o) 

Fim. 



21 de novembro de 2013

Quebras de tensão e o remake do teatro anatómico


Se há coisa que me deixa mais para lá do que para cá, em termos de quebra de tensão e desmaio iminente, é a conversa insistente e longa sobre doenças/ determinadas patologias/ descrições exaustivas de partos e intervenções cirúrgicas. Iniciarem uma conversa destas perto de mim é meio caminho andado para me “por na alheta” em poucos minutos. Não é por mal, não é pessoal, mas não há necessidade de tamanha descrição, minha gente!

Claro que para ajudar à festa, tinha de ter, em Lisboa, uma grupeta de primos (que adoro)… médicos... Eles juntos até não fazem muita mossa… ainda há pessoas a tirar o curso por isso a conversa é mais sobre cadeiras, professores e o… tchan tchan tchan… remake do teatro anatómico. Dava um bom título para um filme de terror, mas não é disso que se trata. A verdade é que o teatro anatómico de Santa Maria está de volta, o que provocou tamanha excitação no último jantar da grupeta de Lisboa. Estranhamente, a dissecação de cadáveres (vá, pelo menos o tema) não tem qualquer efeito sobre a minha tensão. Afinal, eu sou a menina que escolheu a área empresarial do curso de Direito, mas que sentiu uma necessidade abrupta de assistir às aulas de Medicina Legal, tal era o “excitex” com o CSI Las Vegas que tinha acabado de estrear (nem vale a pena fazer as contas aos anos que já passaram desde então…) e com imensa pena minha não houve hipótese de se assistir a uma autópsia.


Agora… há uma coisa que merece o prémio da “Santa Paciência”: aquela situação em que se sai num grupo de amigos, está tudo divertido, bem disposto, fala-se de temas divertidos e/ou com interesse geral… até que… alguém se lembra que está ali um médico… e que por acaso tem algo que o apoquenta… um diagnóstico já dado, uma dor, uma erupção, uma comichão que seja e… PIMBA!... começa uma consulta médica… em grupo… a meio de um jantar… resultado: começo a ficar perita em sair de fininho…

8 de novembro de 2013

Celebridades e aspirantes

Cheira-me que vai acontecer o que aconteceu em Nova Iorque: a esperança de tropeçar numa celebridade "estrangeira" e ficar apenas pelos tugas. 

Na viagem para Nova Iorque foi a vez da Ana Malhoa, do Jorge Sampaio e do encontro imediato com o funcionário da bilheteira dos estúdios da NBC, que nos dava o bilhete para a tour, e só podia, pela extrema simpatia (not) ser um aspirante frustrado a estrela, que chumbou no casting para o "americans got talent". Pelos vistos ninguém lhe viu talento... Mas no fundo, no fundinho, acredita ser uma estrela... Sabe-se lá é de que galáxia.

Agora na viagem para Londres, tropeçámos no José Fidalgo e o Francisco José Viegas (que a minha miopia nem me deixou ver... Ok... Ainda estava a pensar o José Fidalgo). Temo, portanto, que se fique já por aqui... E pela nuvem de asiáticos de 16 anos com cabelo à dragon ball, variando entre o louro e o ruivo, que estava mesmo agora no átrio do hotel, indicando ( assim se espera) que houve por estas bandas um casting... (Um hotel cheio de acção)...

E o fofinho do Jude?! ....Só mesmo nos anúncios à nova peça de teatro que vai estrear no final do mês! Snif!

5 de novembro de 2013

O Maduro deixou-se levar pelo IKEA

Uauuu........... a influência do consumismo prático-europeu atingiu o Maduro! Afinal a antecipação do Natal não acontece apenas numa loja perto de si... acontece em toda a Venezuela... o facto da estrelinha ter guiado José e Maria até um estábulo onde nasceu o Menino Jesus no dia 25 de Dezembro (que começaram com toda esta história do Natal) é apenas um pequeno detalhe. Afinal, não é tudo em nome da crise.

Pois então: Feliz Navidad!





Alergia a cabeleireiros


Ir ao cabeleireiro é como ir ao dentista… No cabeleireiro não gosto de falar, no dentista não consigo falar. Não gosto de “conversa de cabeleireiro” e detesto que falem comigo enquanto me secam o cabelo: não percebo patavina do que dizem. Já no dentista, percebo tudo menos o porquê dos dentistas gostarem de fazer conversa quando estamos para ali de boca escancarada com um espelhinho a percorrer os dentes… é realmente uma excelente oportunidade para perguntar pelo trabalho, pela família, etc e tal… tudo a que se pode responder com um simples “ãhhumãhumiado”… ou não.

Mesmo assim, pertenço a uma minoria que prefere ir ao dentista do que ao cabeleireiro… tirando o facto de ter começado mal a relação (aos 6 anos, 2 dentes partidos e muita choradeira) a verdade é que ajuda não ter uma única cárie :o) Já para o secador que me queima as orelhas (e não é preciso ser um elfo para isso acontecer) ou para o tempo que se tem de estar à espera entre fofoquices e uma capa de zorro, muitas vezes sem conseguir segurar um livro porque atrapalha o secador… não há muita paciência… lembram-se da história do gato a passar a porta do veterinário… eu sou assim… com médicos e cabeleireiros… tirando o oftalmologista e o… dentista.


Talvez o problema seja por a minha capacidade de decisão desvanecer-se num cabeleireiro por entre os ares agrestes do secador e dos ganchos que arrepanham o cabelo… se não fosse eu estar sempre atrasada e a correr para algum lado… saía de lá loira! Já no dentista, faço finca-pé para não aderir à moda do metálico… até ao dia…


23 de outubro de 2013

Quando o telefone toca… toca… toca…e é do momento da Anita saltitante!


Número desconhecido.

Indecisão.

Atendo… não atendo… atendo… não atendo….

Lá atendi. Mais valia estar quieta! Era do ateliê de noivas… uma voz fresca e saltitante repleta de purpurinas (é como a recordo… isto já foi há umas horas)…

Há uns anos uma das minhas melhores amigas casou… fez lá o vestido e eu, a minha mãe, a mãe e a irmã dela também fizemos os nossos. Quando me encostaram à parede com um questionário sobre idade, nome, email, telefone e… data prevista para casamento…não queria responder… (na altura até estava solteirita da vida)… mas deve ter sido atirada uma data para o ar (daquelas que parecia mesmo num futuro longínquo) porque… adivinhem… queriam saber se sempre ia haver casamento… para o ano!!! (Alerta MEDO!)

Resposta: (um simples e seco…) não! 
(A minha simpatia com estranhos que me telefonam com temas parvos começou no seu melhor)

Pergunta seguinte da laçarotes(já com um ligeiro desconforto na voz): então… quando é que vai ser?

Resposta (a rir, entenda-se): Talvez… nunca!

Comentário espontâneo do outro lado: Ai valha-me Deus, não diga isso! (a sério?!?)

Resposta (a rir mas quase a bater com a cabeça na parede, na mesa, computador, em qualquer lado!): é o mais provável.

Comentário da confettis (espero bem que já andasse à procura de um buraco onde se enfiar): bem… sabe que nós também temos vestidos para festas e coisas assim, se quiser vir cá…

Interrompi: sim, sim eu sei. (enquanto pensava “Boa papoila saltitante da voz fresca…! Vais no bom caminho para aumentar a taxa de depressões e suicídios!) 

Se por acaso apanham uma noiva que foi deixada praticamente no altar, a coisa não vai correr bem… isto não cabe na cabeça de ninguém. Será que vivem no mundo da Anita!?

Agora, quanto a mim, fica aqui expressamente dito que não houve qualquer indicação de data para a coisa, por isso, se me ligarem daqui a uns… vá… dez anos… eu juro que não vou ser tão paciente! (ameaça registada)


(Legenda: Noiva e respectivas damas de honor... ou noivas substitutas... não deu para perceber dada a cor dos vestidos, em frente à Biblioteca de Nova Iorque... num dos 1001 casamentos que apanhámos enquanto tentávamos visitar a biblioteca. Reparem no ar de seca!)





17 de outubro de 2013

Não há paciência para tanta antecipação

Recebi um email de publicidade que tinha como assunto “Sabe o que está aí (quase) a chegar?” e eu (inocentemente) pensei para com os meus botões “deixa cá ver se é alguma promoção ou alguma daquelas bugigangas para a casa, gadgets ou alguma nova colecção” que aqui a pessoa sempre se anima com coisas de decoração. Mas não… diz que é o Natal! Estamos a 17 de Outubro e, portanto, o Natal está quase (vá lá que ainda somos salvos pelo quase) aí à porta! 

No fim-de-semana passado andei a ver montras e passei por umas quantas casas que vendem aquelas coisas giras-nas-horas, mas astronomicamente-caras, para a casa. E quando me perguntaram se já tinha visto coisas de Natal, quase que me engasguei. “Natal?!?” 

É verdade, o problema é mesmo meu e da minha memória de Dóri. Não, não vou a culpa no “pobre” mundo que anda cada vez mais acelerado e das lojas que só pretendem desenvolver um pouco da sede de consumismo, para tentarem sobreviver… às custas do Natal. 

Qual peixinho de aquário, todos os anos a mesma surpresa: O “Natal comercial” começa em Outubro!!! Já existem lojas a exibir as últimas tendências de decorações natalícias. Recuso-me a entrar em tais lojas (até hoje, pelo menos tenho cumprido). Estão 25ºC e já se preparam as bolinhas, as fitinhas, as luzinhas, as ovelhinhas e os “inhas” todos que conseguem caber numa árvore de Natal… é caso para dizer… bolas!

Mas o problema é meu e só meu… meu e do mau feitio desgraçado que “baixa em mim” com estas coisas das antecipações das épocas. Nem me deixam gozar a vinda das castanhas-assadas-que-existem-o-ano-inteiro, do Halloween-que-roubamos-aos-americanos e da bela da romã-que-conto-comer-aos-quilos-mas-que-me-aborrece-só-de-pensar-em-descascar-tal-coisa. 


13 de outubro de 2013

Qual é a coisa qual é ela, que é necessária mas não amarela...

... E é feita de pessoas alinhadas, num passeio ( porque será?) numa espécie de ordem (espanto!) e estão a passar táxis que param (será por acaso?)  à vez ( uau) e deixam entrar uma ou várias pessoas ( que estranhamente parecem conhecer-se)? UMA FILA!!! Não foram uma, nem duas, nem três, nem quatro alminhas que passaram pela fila para apanhar um taxi (fila onde eu me encontrava) a ignoraram e quiseram  descontraidamente ir mais cedo para casa... De taxi... Ficando depois tão mas tão espantadas quando as pessoas lhes indicavam que havia uma fila... A sério, é preciso um QI elevado para saber o que é uma fila ou este país é feito de chicos-espertos com chico-espertice aguda?