Mostrar mensagens com a etiqueta alergias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta alergias. Mostrar todas as mensagens

3 de junho de 2014

PRONTOS ou as coisas que me deixam com urticária para o resto do dia

Começa, logo pela manhã, quando uma pessoa está descansadinha da vida - ainda no “modo automático-e sai-me-da-frente-se-não-viro-bicho” (é terça-feira! yeahh) - e ouve na rádio um anúncio a uma balela qualquer que ajudou um senhor a emagrecer (testemunho completamente verídico…), mudando-lhe não só a vida, como (pasmem-se!) o guarda-roupa, estando mesmo tal homem a pensar em, diz ele: “PRONTOS começar (ou voltar…) a jogar futebol”. Não dá para evitar… começam os suores frios, os espasmos musculares, as comichões, a taquicardia e a sensação de facadinha na Língua Portuguesa com uma bela imagem do Almeida Garrett às voltas no túmulo no Panteão Nacional a gritar “Ninguém! Ninguém!”…

… PRONTOS?! A sério? Contratam uma pessoa para falar num anúncio a um produto que não só emagrece como se transforma num vale de compras para a renovação do guarda-roupa (só pode!) e não conseguem gravar o anúncio sem a palavra PRONTOS?! Não me digam que faz parte do texto para parecer que a pessoa não foi paga para dizer que emagreceu 20 kg a beber uma mistela qualquer?!

God! Dai-me paciência ou então uma memória espectacular para não me esquecer de renovar o cd que anda comigo no carro e deixar de ouvir rádio...

4 de março de 2014

Ahhhhh o carnaval!!!

Ahhhhh o carnaval!
Sexta-feira nem me lembrava que isso existia. O que não era mau de todo, não vivo em Torres Vedras ou Loulé, não tenho de ver "tugas" a maltratar o samba, nem "matrafonas" de tanga. E a mais pura verdade é a de que para cabeçudos já me bastam os restantes dias do ano…

Ahhhh as criancinhas!
Que bom que era ser criança e ter Carnaval… não pelas máscaras, mas pelos dias de férias… devia ter rematado o assunto logo à saída do secundário e ter ido estudar para ser professora…

Ahhhhhh os polícias…
Que atravancam um sinal para o cortejo de TODAS as crianças de lisboa passarem (parece que TODAS foram mascaradas e TODAS para o chiado!!) …E passa um sinal verde… e passa um sinal vermelho… e passa outra vez um sinal verde que passa para vermelho… e os carros parados sem avançar enquanto crianças multiplicam-se para lá da esquina que não se consegue ver todas, mas mesmo todas mascaradas. Mas pelo menos não foi uma camioneta a descarregar batatas. Isso já não justificaria o atraso… afinal, o melhor do mundo são as crianças e deixá-las ser felizes enquanto o são.... Pelo menos aquelas que ainda o podem ser.

Isto são reflexões de sexta-feira… onde eu comecei por pedir a todos os anjinhos (mascarados ou não de diabinhos) para deixarem o Carnaval logo por esse dia… estava bom assim. Mãs não. Não consegui publicar o exto no blog e o Carnaval continuou…. O Carnaval e a confusão… com horas paradas no trânsito para tentar ir e vir de uma demonstração da Bimby agendada para Sesimbra (estive quase a dar com a Bimby na cabeça de alguém OU a comprá-la se me garantissem que com ela conseguiria fugir ao trânsito, evitar a EMEL, etc e tal)


E já que o Carnaval continuou… o que eu queria mesmo, mas mesmo MESMO muito … era mascarar-me! Ser uma doida e juntar-me aos milhares de pessoas que desfilam por essas cidades portuguesas afora mascaradas… mas em casa…e mascarada de almofada!

5 de novembro de 2013

Alergia a cabeleireiros


Ir ao cabeleireiro é como ir ao dentista… No cabeleireiro não gosto de falar, no dentista não consigo falar. Não gosto de “conversa de cabeleireiro” e detesto que falem comigo enquanto me secam o cabelo: não percebo patavina do que dizem. Já no dentista, percebo tudo menos o porquê dos dentistas gostarem de fazer conversa quando estamos para ali de boca escancarada com um espelhinho a percorrer os dentes… é realmente uma excelente oportunidade para perguntar pelo trabalho, pela família, etc e tal… tudo a que se pode responder com um simples “ãhhumãhumiado”… ou não.

Mesmo assim, pertenço a uma minoria que prefere ir ao dentista do que ao cabeleireiro… tirando o facto de ter começado mal a relação (aos 6 anos, 2 dentes partidos e muita choradeira) a verdade é que ajuda não ter uma única cárie :o) Já para o secador que me queima as orelhas (e não é preciso ser um elfo para isso acontecer) ou para o tempo que se tem de estar à espera entre fofoquices e uma capa de zorro, muitas vezes sem conseguir segurar um livro porque atrapalha o secador… não há muita paciência… lembram-se da história do gato a passar a porta do veterinário… eu sou assim… com médicos e cabeleireiros… tirando o oftalmologista e o… dentista.


Talvez o problema seja por a minha capacidade de decisão desvanecer-se num cabeleireiro por entre os ares agrestes do secador e dos ganchos que arrepanham o cabelo… se não fosse eu estar sempre atrasada e a correr para algum lado… saía de lá loira! Já no dentista, faço finca-pé para não aderir à moda do metálico… até ao dia…


3 de setembro de 2013

Birra no elevador

São vários os momentos da minha vida em que parece que voltei à primária. Hoje foi mais um deles… A verdade é que com a idade e com o mau feitio não há paciência para muita coisa, nomeadamente, mas sem limitar (piada jurídica…), para pessoas que andam atrasadas e depois descontam nos outros, como a queriduxa do elevador do shopping aqui da zona que teve a infelicidade de mandar uma boca para o ar (expressão deliciosa).

Confesso que estava mais do que convencida que tínhamos de sair no piso 3 e, portanto, carreguei. No segundo a seguir caiu a fixa e descobri que o piso 3 não era o que se queria e que o nosso destino terminava no 4º.

Excomunguem-me por ter carregado no 3 e depois no 4! A paragem do elevador num determinado piso, com abre e fecha portas, nem chega a 1 minuto! Tantas vezes que as pessoas se enganam e se para num piso onde ninguém sai, nem ninguém entra. TANTAS VEZES! Seria bonito se todos começassem a refilar… e ainda por cima com um dia tão bonito!

Mas a fofuxa da pessoa que nos acompanhava no elevador teve de se sair com a seguinte (ler com voz irritante, s’il vous plaît) “Se em vez de carregarem nos botões todos, vissem para onde querem ir”.

Ai, adoro quando se fala no plural quando o destinatário é apenas uma pessoa! (até faz urticária!) Ahh, e adoro quando se usam hipérboles a torto e a direito…(mais pontos para a urticária) ….
Claro que em primeiro lugar pedi desculpa e justifiquei que me enganei no piso… mas a pessoa queria conversa, estava visto. Escusado será dizer que foi uma viagem animada para as restantes pessoas.

Coisas que a pessoa em causa alvitrou depois de iniciar a conversa:

0*) Ia chegar atrasada por minha causa.

Argumentos a meu favor (mais ou menos expostos da seguinte forma):

1) Não carreguei em todos os botões (mas olhem que se calhar devia ter carregado!).Carreguei em apenas um botão errado e depois no certo… Ora isto em 5 andares não é mau de todo.

2) As outras paragens tiveram causa nas restantes pessoas que queriam, por mera coincidência ou infelicidade, sair ou entrar no elevador (também elas cúmplices do crime de fazer parar o elevador).

3) Uma paragem num piso onde não entra ninguém não demora, repita-se, nem 1 minuto, pelo que (chamem o Sherlock Holmes, o Poirot ou a Sra. do Crime Disse ela) cheiram-me que não era por isso que a pessoa ia chegar atrasada. Cheira-me também que a fofinha entrava às 14h… e eram (pasmem-se) 14h (arriscaria que até já passava um ou outro minuto).

A minha companheira de viagem e parceira do crime, Apfzinha para os amigos, ainda ajudou à festa ao sugerir à pessoa em causa que o melhor era mesmo ir de escadas, que assim não ficava dependente das aberturas e fechos de portas.

… Foi pena a Apfzinha só se ter lembrado de carregar nos restantes botões depois de termos saído do elevador…

Portanto, lógica da batata: tivesse chegado mais cedo! Santa Paciência para as pessoas que andam atrasadas e depois querem, por milagre, chegar a horas. Mas se conseguir justificar o atraso com “havia uma tipa no elevador que carregou no botão errado” força! Significa o mesmo que “o meu cão comeu os TPC”… mas olhem que o meu gato até gosta de comer papel…  

* neste blog este argumento nem merece ser numerado de 1 para cima ;o)

5 de agosto de 2013

O malvado do carimbo fantasma


Odeio hospitais. Eu e a minha tensão que normalmente fica bastante abalada com estas deslocações. Odiamos, somos alérgicas, mas às vezes tem de ser. Eu bem tento que a tensão perceba isso, mas ainda é uma luta muito inicial. 

Mas não se pode fugir permanentemente aos hospitais. E quando estamos na sala da espera, há que nos distrairmos com qualquer coisa... Neste caso foi com a discussão do carimbo das doenças profissionais que devia estar numa receita e não estava. 

Mas que carimbo?

a) Um carimbo que era obrigatório e evidente para a mulher do utente que já leva com o carimbo desde 1900 e troca o paço. 
b) O carimbo nunca visto pela maçarica (20/25 anos) da recepção do terceiro piso que nunca carimbou receitas e que se elas tinham um “R” é porque já tinham isenção (argumento completamente lapidado pelas palavras da mulher do utente que explica que não tem nada a ver, só faltando fazer um desenho. Chegou mesmo a pronunciar sílaba por sílaba.) 
c) O carimbo que a existir não estaria na secção de cardiologia, onde nunca foi visto, mas que outro funcionário, qual cavaleiro andante em socorro da maçarica, disse que quem teria isso seriam “as” da pneumologia. 

… E assim podia continuar (com a mulher do utente já a ficar roxa de tão furiosa e indignada com os funcionários que lhe vedavam o acesso ao carimbo)… até que entrou em cena mais um personagem. O clímax de todo este enredo! A assistência já se tinha dividido entre a inexistência do carimbo, a injustiça feita àquele utente (pela mulher ou pela falta de carimbo) e os que ansiavam pelo desfecho rápido daquele circo. E eis que tal personagem afirmou já ter visto, em tempos, um carimbo desses. 

Não sei se o viu mesmo ou se queria mesmo só acabar com a novela mexicana que para ali ía… nunca o saberei… mas a senhora lá foi procurar o carimbo na secção de pneumologia.

19 de junho de 2013

Alergia a... estranhos

Os meus pais sempre me ensinaram a não falar com estranhos nem aceitar coisas oferecidas por estranhos. Ainda hoje cumpro à regra o que me ensinaram. Não gosto de falar com estranhos. É desconfortável. Não vale a pena ligarem-me de números desconhecidos. Se desconheço, é estranho. Se é estranho, não posso falar. É mais forte que eu. Se ainda por cima é para oferecer coisas e não basta dizer apenas uma vez que não, então está o caldo entornado. Não pode ser. Vai contra os mandamentos paternos e o mau feitio aparece num ápice.

Não gosto de falar com estranhos e não gosto de falar ao telefone (cansa-me). Logo (silogismo mais que perfeito) detesto falar para linhas de apoio… eu sei que muitas vezes sou eu a ligar…  e ter de falar com estranhos … pedir ajuda a estranhos… (o facto de me dizerem o seu nome é me igual, até porque no segundo a seguir já me esqueci do nome da pessoa irritantemente prestável que me atendeu) mas às vezes é necessário. E é mesmo (!) porque isso significa que já corri o site do serviço em questão de uma ponta a outra à procura de resposta ou… estou sem net…). E quando a nossa chamada passa por 1001 pessoas… é estranho a mais!! HELP!