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6 de junho de 2014

Começa a ser oficial: estou a ficar xexé

OU

Urgentemente a precisar de férias...

OU

O Teco anda perdido em combate e o Tico anda a ver se o encontra… ao ritmo do “Em Busca do Vale Encantado” ou “O resgate do Soldado Ryan”…

E isto acontece quando:
     1º ) Escrevem-se os emails, com destinatários, assunto, com os melhores cumprimentos e tudo e depois… esqueço-me de clicar na opção de enviar… e eles ficam aqui a marinar, em modo rascunho (valha-nos o gravar automático)…
     2º)  Está-se a segundos de deitar a roupa suja para o lixo em vez de a colocar na máquina de lavar…
     3º) Substitui-se a pasta de dentes pelo gel de limpeza do rosto para peles sensíveis…
     4º)  Coloca-se a caixa dos flocos no frigorífico em vez de serem arrumados no armário…


Tudo no espaço de dois dias! Os restantes já nem me lembro. O pior é que afinal já não vou de férias… e isso sim é preocupante, às tantas já não me responsabilizo pelo que faço ou digo… por isso fica o aviso para futuros actos!

Por outro lado, é melhor deixar o Tico andar à solta...e o Teco andar meio desamparado... se estiverem por aqui os dois em força os níveis de agressividade são capazes de disparar....



4 de março de 2014

Ahhhhh o carnaval!!!

Ahhhhh o carnaval!
Sexta-feira nem me lembrava que isso existia. O que não era mau de todo, não vivo em Torres Vedras ou Loulé, não tenho de ver "tugas" a maltratar o samba, nem "matrafonas" de tanga. E a mais pura verdade é a de que para cabeçudos já me bastam os restantes dias do ano…

Ahhhh as criancinhas!
Que bom que era ser criança e ter Carnaval… não pelas máscaras, mas pelos dias de férias… devia ter rematado o assunto logo à saída do secundário e ter ido estudar para ser professora…

Ahhhhhh os polícias…
Que atravancam um sinal para o cortejo de TODAS as crianças de lisboa passarem (parece que TODAS foram mascaradas e TODAS para o chiado!!) …E passa um sinal verde… e passa um sinal vermelho… e passa outra vez um sinal verde que passa para vermelho… e os carros parados sem avançar enquanto crianças multiplicam-se para lá da esquina que não se consegue ver todas, mas mesmo todas mascaradas. Mas pelo menos não foi uma camioneta a descarregar batatas. Isso já não justificaria o atraso… afinal, o melhor do mundo são as crianças e deixá-las ser felizes enquanto o são.... Pelo menos aquelas que ainda o podem ser.

Isto são reflexões de sexta-feira… onde eu comecei por pedir a todos os anjinhos (mascarados ou não de diabinhos) para deixarem o Carnaval logo por esse dia… estava bom assim. Mãs não. Não consegui publicar o exto no blog e o Carnaval continuou…. O Carnaval e a confusão… com horas paradas no trânsito para tentar ir e vir de uma demonstração da Bimby agendada para Sesimbra (estive quase a dar com a Bimby na cabeça de alguém OU a comprá-la se me garantissem que com ela conseguiria fugir ao trânsito, evitar a EMEL, etc e tal)


E já que o Carnaval continuou… o que eu queria mesmo, mas mesmo MESMO muito … era mascarar-me! Ser uma doida e juntar-me aos milhares de pessoas que desfilam por essas cidades portuguesas afora mascaradas… mas em casa…e mascarada de almofada!

18 de fevereiro de 2014

Famílias OU Sou pior que uma nuvem comandada pelo São Pedro

Famílias. Todos temos. Uns querem, outros não. Mas todos temos, de uma maneira mais difícil ou mais fácil mas todos temos. As que se escolhem, as que nascem connosco e as famílias onde se nasce. As mais importantes, para mim, são as que geram aquela coisa pirosa e cor-de-rosa do amor.

Posso não saber o que é amor de irmão ou irmã de sangue, mas tenho umas boas alternativas na minha vida. E sinto. Sinto e choro que nem uma perdida com histórias do arco-da-velha que por aí se contam ou vivem. Como a história de duas amigas que estavam a passear no Chiado e foram paradas por uma senhora, nos seus cinquenta e muitos anos ou sessenta e qualquer coisa (acho eu… sou péssima para tirar idades… é isso e parecenças, vou mais pelo poder da sugestão)  que nos queria pedir um favor. Tinha uma nota de dez euros na mão e tremia. Parámos e ouvimos, preparadas para um pedido de coordenadas (a minha veia de GPS ficou logo em alerta) ou um pedido de trocos (muito usual em sítios de parquímetros… ainda tenho pesadelos com a EMEL… é isso). E a senhora lá nos pediu para… darmos os dez euros a um “rapaz” que estava sentado do outro lado da rua, num banco junto a uma igreja. O “rapaz de boné” como foi caracterizado pela senhora que tremia era, e assim deve continuar a ser… desde sexta, um senhor sem-abrigo, nos seus (a atirar completamente para o ar) setenta com um gorro daqueles de pelo que se vê nos filmes russos.

Uma das “miúdas” (seremos sempre miúdas) perguntou à senhora que tremia porque não ia ela entregar os dez euros. A verdade é que uma pessoa estranha tal pedido… estranha mas depois entranha e foi com um nó no coração que ouvimos dizer que o “rapaz de boné” é irmão da senhora que tremia… e que começou a chorar, soluçando, pedindo-nos que entregássemos a nota e que não disséssemos que era a irmã que estava a dar. O “rapaz de boné” não podia saber que a sua irmã estava ali e que o queria ajudar…


E lá fomos… ainda a estranhar a situação, com a sensação de cairmos sem paraquedas numa história familiar que deverá ter muito por contar, que deixa muito por imaginar e nos atravessou com aqueles moralismos e chavões de se dar valor ao que se tem “lá em casa”, na família de nascimento e na família que se construiu.

E é isto. Agora vou meter o meu nariz já meio parecido com o da rena rudolfo (uma pessoa emociona-se e fica logo a parecer a rena favorita do Pai Natal) na minha vida. 

12 de fevereiro de 2014

Lá se foi o chapéu e a paciência!

Este dia começou com a descoberta de que nem os chapéus grandes (era enorme...snif) se safam a esta ventania que nunca mais acaba. A minha decisão, de há uns dias, em desistir dos chapéus de chuva foi posta de lado, hoje e logo hoje, quando tentei fazer uma rua a pé porque (imagine-se) não me apetecia apanhar uma molha (que ideia estapafúrdia, de facto!). Resultado, ainda ia a meio da rua e já o chapéu estava todo virado do avesso com as varetas todas bambas... grrrrrrrrrrrrrrrrr

Eu já não peço muito... nem costumo queixar-me do tempo... não peço para o São Pedro estalar os dedos e ser já Verão... eu só queria... vá... queria um pouco menos de chuva e vento... 

E que tal uns dias Inverno de sol??? Dizem que a lagartagem gosta disso... ora aí encaixo-me perfeitamente! Porque adoro estender-me ao sol... e só isso! Isto para não falar em tempestades de lã e placas... até porque depois de todo um drama de más construções de barracas, a verdade é que nós, os leões (sempre!) não jogámos lá grande coisa e eu ainda tive de ouvir o senhor da tsf a cantarolar os golos e a descrever o processo de ingestão de alimentos pela galinha Vitória (ai! águia?!?) pois é sempre bom saber que, depois do voo, o pássaro deglutiu um pedaço de carne... seria frango?!?



6 de fevereiro de 2014

Perdidos e Achados - num clube bem mais próximo do que pensa



Num guiché dos "Perdidos e Achados" bem perto de si. É ver, É escolher e... se não gostar: devolver à proveniência... se não for muito incómodo, of course.

Às vezes é assim que nos sentimos, não? Perdidos ou pelo menos não achados. Em tudo... 

Claro que às vezes mais vale uma boa Santa Paciência perdida do que mal encontrada, que isto há com cada encontro de evitar, que nem o susto assim o quer e Santa Paciência mal aproveitada é um crime dos céus.

E até lá, é ir no clube.




22 de novembro de 2013

Um dia para esquecer rapidinho + uma noite para sempre recordar... The National

Ontem...

Pelas 9h30 da manhã: a chegar de carro ao escritório percebo que deixei a carteira em casa... Nem uma moedinha para o parquímetro, para o café, nicles.  

9h40: às voltas com o carro com 1001 lugares na rua e a indecisão entre estacionar em sítio de parquímetro ou nos residentes (cof cof... Mera hipótese académica). Decidi-me pelo parquímetro... Com recurso a financiamento alheio... Mas pelo menos não corria o risco de ter de pagar para a fofinha da EMEL me desbloquear o carro... Isto de não ter carteira ajuda à tomada de decisões...

10h: Lado positivo, não me esqueci do copo térmico para o chá que andava há séculos para levar para o escritório. Lado negativo... Passei a manhã a queimar-me na tentativa de beber o chá... Que às 17h ainda estava quente.... Conclusão: a parte térmica da coisa funciona lindamente. 

Manhã e tarde: consegui perder o telemóvel cerca de 10 vezes... E encontrá-lo, 10 vezes, não sem antes ter revirado a mala e os bolsos...

19h15: bilhetes para o concerto dos The National em casa e pessoas à minha espera para irmos em bando para o Meo Arena. Saio. Tomo a pior decisão do dia... Não vou pela Avenida da Liberdade e vou pela 24 de Julho.... ERRO! Cerca de 1h30 para chegar a casa... Tudo dentro de Lisboa. Razão: manifestação dos polícias e afins... que pelos vistos estava em alta a essa hora... 

E a partir daí, entre autocarros, polícias manifestantes, polícias em serviço, pessoas, bandeiras, motas, carros à nora sem saber para onde ir e os "grandessíssimos filhos de uma papoila" que estacionam em segunda fila, o contacto com o mundo foi feito com sms:

   "Estou presa no trânsito!" (19h28 - completamente parada em       Santos)
   "Está a começar a chover" (19h43)
   "Oh pá, estou com uma crise nervos que até me dói um rim!"        (19h46)
   "Acabei de verter uma lágrima por já estar a caminho e sem         trânsito! Snif" (20h12 - algures já no Marquês) 

21h e qualquer coisa: o grupo finalmente reúne-se, tudo a postos, bilhetes na mão.... ah! não! o meu primo descobre que acabou de perder o bilhete e não houve meio de o encontrar... bilhete desaparecido em combate. Irra!

Ainda antes das 22h, a sorte começou a mudar. Arranjámos outro bilhete, o táxi foi de "porta a porta", tínhamos um chapéu de chuva para o que der e vier ( dá imenso jeito levar um chapéu de chuva dos grandes para um concerto... sempre podia dar para apoio de braços) 

Chegámos. A primeira banda nem vê-la. 

Lá pelas 22h começou o sonho de uma noite bem passada, em nada arruinada pelo dia desgraçado: The National em palco.... E que bom que foi :o) 

Fim.