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9 de abril de 2014

Gloria, lalalal.... you're always on the run now.

Fui ver o Glória. 

Gloria, faltas en el aire, faltas en el cielo”…lalala….. lala lalalalallala. A música original é italiana, a versão mais conhecida em inglês, mas latino que é latino tem de traduzir a bela da musiquinha, por isso saí de lá a cantar em espanhol…

E saí também de lá a dançar (é o que dá ir a salas de cinemas que têm meia-dúzia de espectadores…) e com um sentimento de justiça criado pelo massacre das bolas de paintball (força Glória, já foi tarde, mas foi) e a rebater o de ansiedade trazido pela bola de espelhos (tive alguns arrepios, confesso).

Vá… quase que seria um filme de terror com aquelas cenas lambuzadas entre 2 sexagenários, mas adiante… o filme é bom, a mais um tema do vira-o-disco-e-toca-o-mesmo, ou seja, em qualquer idade os problemas do corazón (porque o filme é estrangeiro) estão sempre lá, uns mais esbatidos e conformados, outros mais instáveis e voláteis (é o que dá ter linhas do coração escavacadas e plasmadas na mão para quem quer ver).  

Agora é continuar a dançar :o) ... e ouvir poemas.... e, se  necessário for, recorrer ao paintball, apenas única e exclusivamente como vingança...

Gloria, you're always on the run now./ Running after somebody, you gotta get him somehow.


7 de abril de 2014

I guess I'll try again tomorrow...Com os all star da converse novamente na moda e nos pés…

Um concerto.

Uma viagem no tempo. Ainda estive para não ir, mas sabe-se lá para quando outra oportunidade e lá fui… E viajei no tempo…

…Com os all star da converse novamente na moda e nos pés…

…Com os arrepios de emoção e o “auuuuuu auuuuu” cantado em plenos pulmões como naquela camioneta da visita de estudo que em 1998 nos levava por esse Portugal fora (já nem sei para onde).

…Com os amigos que vêm do ontem e os que o são hoje, independentemente de estarem nas bancadas, na plateia ou até mesmo em casa, mas sempre presentes. Afinal será sempre: My friends and my cards and my car and my friends/ Martini untilthe end/ Play pool again”.

…Com as lanternas dos telemóveis a lembrar-nos os tempos em que os isqueiros eram reis nos concertos…

…Com o senhor do casaco ao ombro que mais parecia uma tenda da Quechua a tapar-me a visão com as inúmeras gravações e a lembrar-me da parte chata do passar dos anos que não se reflectem no evoluir da minha altura… o que seria uma simpática abébia do tal passar dos anos, já que andamos para aqui a coleccionar anos-e-anos-e-anos-e-anos e aumentar um centimetrozinho que seja só mesmo com saltos altos.

E foi isto. E é isto. Uma pessoa cresce, cresce (completamente em sentido figurativo) e vai-se a ver e haverá sempre, mais cedo ou mais tarde, independentemente sobre o que seja, um belo de um  “I guess I'll try again tomorrow” seguidinho de um “auuuuuuu auuuuuu” pedindo sempre  o impossível: "Please promise to me that I'm not going to get hurt this time…"


ATENÇÃO!
Santinha Paciência que é Santinha Paciência não pode fazer um post destes e não deixar de fazer um pedido:
Jovens,POR FAVOR, quando forem a um concerto não fiquem de braço esticadinho HORAS a fio (isso até vos faz mal… a sério que não sei como não vos cai o braço) a filmar as músicas todas. A sério! 
Comprem os DVDs, vão ao youtube ver os vídeos oficiais… “assim com’ assim” o vosso vai ficar certamente uma ME*** (porcaria)… e vão chegar a casa e ver que:
1) não se ouve nada, 
2) apanharam a mãozinha do da frente também com um telemóvel espetado e 
3) não têm vocação para camera man… RESUMINDO: perderam o concerto por completo e chatearam a pessoa que estava MESMO atrás de vocês e que lá por não ser uma calmeirona também tem direito a ver os concertos, OK?!? 
Da sempre vossa, 
Santinha Paciência




6 de fevereiro de 2014

Perdidos e Achados - num clube bem mais próximo do que pensa



Num guiché dos "Perdidos e Achados" bem perto de si. É ver, É escolher e... se não gostar: devolver à proveniência... se não for muito incómodo, of course.

Às vezes é assim que nos sentimos, não? Perdidos ou pelo menos não achados. Em tudo... 

Claro que às vezes mais vale uma boa Santa Paciência perdida do que mal encontrada, que isto há com cada encontro de evitar, que nem o susto assim o quer e Santa Paciência mal aproveitada é um crime dos céus.

E até lá, é ir no clube.




29 de janeiro de 2014

Tudo em nome de uma relação simples… com a sua rede de telecomunicações – num cinema perto de si


Afinal não é o que se quer?

Uma relação simples?

Uma vida simples?!?

Em coro: Nãaaaaao.

Eu gosto mesmo é das coisas complicadas, rebuscadas, filmes à séria, desafios, obstáculos, gincanas diárias. Por tudo isto, ao ler a mensagem da PT a informar-me que “a TMN passa a MEO”  - o que já estou “careca de saber” …acho até que nem o mais puro dos ermitas conseguiria escapar à publicidade dos Gatos e da PT/MEO/TMN/o-que-quiserem! – terminando com um “Nada muda nos serviços e a nossa relação fica mais simples”, só me vem uma ideia à cabeça: tenho de cancelar o serviço! Não pela mudança (essa é me igual ao litro), mas sim pela conta dos serviços que, pelos vistos, não vai sofrer nenhuma alteração… ch.... cambada!!!


Assim sendo: keep it simple, está bem mas não quero.



Ainda assim, keep it simple para o resto:


13 de dezembro de 2013

Hot hot hot - a febre dos amigos secretos de sexta-feira 13

Nada melhor do que terminar a semana com uma bela sexta-feira 13 (ADORO) com o segundo jantar de amig@s secret@s deste Natal!



Vai ser o segundo de... 1000!!!! MUUAHAHAHAHA



Sei lá eu quem tem paciência para organizar estas coisas...EU!  ;o) Vá... é pelo convívio. E o de hoje até mete o jogo do Quem é Quem!!! ("Si preparem mininas") ADORO um bom jogo... a chatice é que estive na organização do mesmo (não se pode ter tudo). Esta gente sofre tanto comigoooooooo AHAHAHAHAHA



...Vou-me embora que já não se aguenta este excitex!








22 de novembro de 2013

Um dia para esquecer rapidinho + uma noite para sempre recordar... The National

Ontem...

Pelas 9h30 da manhã: a chegar de carro ao escritório percebo que deixei a carteira em casa... Nem uma moedinha para o parquímetro, para o café, nicles.  

9h40: às voltas com o carro com 1001 lugares na rua e a indecisão entre estacionar em sítio de parquímetro ou nos residentes (cof cof... Mera hipótese académica). Decidi-me pelo parquímetro... Com recurso a financiamento alheio... Mas pelo menos não corria o risco de ter de pagar para a fofinha da EMEL me desbloquear o carro... Isto de não ter carteira ajuda à tomada de decisões...

10h: Lado positivo, não me esqueci do copo térmico para o chá que andava há séculos para levar para o escritório. Lado negativo... Passei a manhã a queimar-me na tentativa de beber o chá... Que às 17h ainda estava quente.... Conclusão: a parte térmica da coisa funciona lindamente. 

Manhã e tarde: consegui perder o telemóvel cerca de 10 vezes... E encontrá-lo, 10 vezes, não sem antes ter revirado a mala e os bolsos...

19h15: bilhetes para o concerto dos The National em casa e pessoas à minha espera para irmos em bando para o Meo Arena. Saio. Tomo a pior decisão do dia... Não vou pela Avenida da Liberdade e vou pela 24 de Julho.... ERRO! Cerca de 1h30 para chegar a casa... Tudo dentro de Lisboa. Razão: manifestação dos polícias e afins... que pelos vistos estava em alta a essa hora... 

E a partir daí, entre autocarros, polícias manifestantes, polícias em serviço, pessoas, bandeiras, motas, carros à nora sem saber para onde ir e os "grandessíssimos filhos de uma papoila" que estacionam em segunda fila, o contacto com o mundo foi feito com sms:

   "Estou presa no trânsito!" (19h28 - completamente parada em       Santos)
   "Está a começar a chover" (19h43)
   "Oh pá, estou com uma crise nervos que até me dói um rim!"        (19h46)
   "Acabei de verter uma lágrima por já estar a caminho e sem         trânsito! Snif" (20h12 - algures já no Marquês) 

21h e qualquer coisa: o grupo finalmente reúne-se, tudo a postos, bilhetes na mão.... ah! não! o meu primo descobre que acabou de perder o bilhete e não houve meio de o encontrar... bilhete desaparecido em combate. Irra!

Ainda antes das 22h, a sorte começou a mudar. Arranjámos outro bilhete, o táxi foi de "porta a porta", tínhamos um chapéu de chuva para o que der e vier ( dá imenso jeito levar um chapéu de chuva dos grandes para um concerto... sempre podia dar para apoio de braços) 

Chegámos. A primeira banda nem vê-la. 

Lá pelas 22h começou o sonho de uma noite bem passada, em nada arruinada pelo dia desgraçado: The National em palco.... E que bom que foi :o) 

Fim. 



23 de outubro de 2013

Times of trouble... and... footsteps




(Temple of the Dog - "Times of Trouble")

Uma demo que deu origem a duas canções que oiço mais alto que o dilúvio lá fora...



(Pearl Jam - "Footsteps")

18 de outubro de 2013

Modern Love

Hoje não está um dia cheio de sol, mas podia estar. A manhã apareceu meio cinzenta, mas podia estar colorida de azul e luz. Está fresco e isso sabe bem. Começo a perceber o bem que sabe e consigo ouvir para além da letra e da música.

Não vou criticar (no sentido bom da coisa) o filme que vi ontem. Não sou crítica de cinema (ninguém me paga para isso e sou péssima a decorar nomes). Crítica só mesmo da vida em geral, de mim, dos que me rodeiam e dos que tiram a Santa Paciência do sério. Crítica amadora disto tudo e ponto. Vou apenas dizer que adorei. O “Frances Ha” é a caricatura de uma juventude que teima em amadurecer e isto é tão comum nos presentes dias. Eu mesma esqueço-me da idade que tenho e não é só aquele esquecimento (tão inconsciente…) de que este ano já tive o meu aniversário e que por isso devia contar com mais um, nem o facto de me arrepiar sempre que me tratam por “senhora”… É o esquecimento de estar já numa faixa etária que na altura dos nossos pais significava que a maioria das pessoas com trintas já estava a trabalhar há anos, a descontar, com filhos, com casa, planos, pés-de-meia… no fundo naquela fase em que já não dá para fugir muito à palavra adulto.

Hoje, olho para o meu mundo e não é isso que vejo (simplesmente ver... sem julgar). Vejo desencontros, vejo pessoas que teimam em não crescer, opções de vida por uma eterna juventude, imposições da vida por uma estagnação, desemprego, dependência financeira e sonhos adiados. Vejo o adiar da paternidade. Vejo isolamento. Isto no meio dos que quiseram e conseguiram ser adultos aos 30. Porque existe o poder e ainda o querer.

O filme de ontem não me trouxe apenas este reconhecimento do estado da Nação, tão conhecido, reconhecido e batido… 

E é aqui que entra a música e os dias que têm de ter luz mesmo que seja para lá da chuva cinzenta.Porque tem de ser. Porque somos diferentes dos os outros eram na casa dos 30.


Para além dos planos frustrados e dos ideais acabados, as histórias reinventam-se, os sonhos que são sonhos continuam a ser aqueles pelos quais se vai lutar, a música continua a mover corpos, persistindo a esperança na busca do cruzar de olhares único. Never wave bye-bye and try


16 de outubro de 2013

tempos modernos ao som de músicas intemporais



If this doesn't make you free
It doesn't mean you're tied
If this doesn't take you down
It doesn't mean you're high
If this doesn't make you smile
You don't have to cry
If this isn't making sense
It doesn't make it lies


23 de setembro de 2013

Quais sentimentos para nos deitarem abaixo... basta um par de calças largas

Sabem aquela música "Feelings" (Feelings, nothing more than feelings, trying to forget my feelings...)? Agora imaginem: a música..., um táxi a parar, aqui a darling a saltitar nas pedras da calçada para a rua atravessar, de paralelepípedo em paralelepípedo, as calças largas… e o tropeçar, a queda em câmara lenta para cima da porta do táxi que felizmente tive tempo de abrir e o sentar atabalhoado no banco de trás, como se me tivessem atirado para dentro do táxi… só a mim…  



E agora uma versão bem diferente da que passava na rádio do táxi para dentro do qual me espalhei, de uma grande Senhora: Nina Simone. A ver!


5 de setembro de 2013

Morte lenta em linha de espera

Ontem, após dois dias seguidos de contacto com duas operadoras da nossa praça, comecei a questionar-me sobre o que pretendem realmente as operadoras e afins com as musiquinhas que nos põe a ouvir enquanto esperamos que nos atendam ou voltem ao nosso contacto (e primeiro que voltem…).

Uma pessoa já fica nervosa/ansiosa/furiosa com tanta pergunta (dependendo do estado de espírito com que se parta para a aventura de contactar o apoio técnico do que quer que seja) … e «prima 1 se “tal e tal” ou repita “tal”» / «prima 2 se “tal e coiso” ou repita “coiso”»/ «prima 3 se “alhos e bugalhos” ou repita “bugalhos”»/ «prima 4 se “cozido” ou repita “frito”»… e por aí em diante até chegar ao «prima 9 se quiser voltar ao menu anterior (NÃO!!!)».

Chegando-se ao fim dos 1001 “primas”, fica-se à espera com a bela da musiquinha do Kenny G a fazer-nos companhia… Má escolha (mesmo péssima)… fico sempre com uma sensação de… morte lenta…

E ponho-me a imaginar… uma pessoa que tenha tido um dia daqueles… só com problemas atrás de problemas, no trabalho e fora do trabalho: estrada cortada para ser alcatroada (as eleições estão mesmo aí por isso seria bastante plausível!); uma tempestade daquelas onde o vento não larga a chuva e esta não descola por nada deste mundo, o elevador avariado, chegar a casa e não ter internet, telefone ou TV, encher-se de coragem e ligar para o apoio técnico… e, no fim de tudo, levar com esta música… (sendo que a resolução ou não do problema técnico fica em aberto… daqueles finais à escolha…)

21 de agosto de 2013