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9 de abril de 2014

Gloria, lalalal.... you're always on the run now.

Fui ver o Glória. 

Gloria, faltas en el aire, faltas en el cielo”…lalala….. lala lalalalallala. A música original é italiana, a versão mais conhecida em inglês, mas latino que é latino tem de traduzir a bela da musiquinha, por isso saí de lá a cantar em espanhol…

E saí também de lá a dançar (é o que dá ir a salas de cinemas que têm meia-dúzia de espectadores…) e com um sentimento de justiça criado pelo massacre das bolas de paintball (força Glória, já foi tarde, mas foi) e a rebater o de ansiedade trazido pela bola de espelhos (tive alguns arrepios, confesso).

Vá… quase que seria um filme de terror com aquelas cenas lambuzadas entre 2 sexagenários, mas adiante… o filme é bom, a mais um tema do vira-o-disco-e-toca-o-mesmo, ou seja, em qualquer idade os problemas do corazón (porque o filme é estrangeiro) estão sempre lá, uns mais esbatidos e conformados, outros mais instáveis e voláteis (é o que dá ter linhas do coração escavacadas e plasmadas na mão para quem quer ver).  

Agora é continuar a dançar :o) ... e ouvir poemas.... e, se  necessário for, recorrer ao paintball, apenas única e exclusivamente como vingança...

Gloria, you're always on the run now./ Running after somebody, you gotta get him somehow.


29 de outubro de 2013

Mau feitio com cornos e rabo de peixe

Discussão da hora de almoço: quem tem mau feitio. Sou a primeira a por a mão no ar. Mais vale acusar-me voluntariamente do que ser lançada à fogueira por terceiros. Tenho mau feitio e não me importo. Antes isso que outra coisa qualquer. E sei que o bom ou mau feitio não fazem uma pessoa. As pessoas são mais do que isso e quem se resume apenas a episódios de mau ou bom feitio sem ligar a tudo o resto, mais vale estar quieto e ir ler BD.

Posto isto, diz que é do signo. Coincidentemente ou não tenho uma colega que deve ter jogado pedra na cruz em vidas passadas porque para além de ter uma irmã capricorniana tem (imagine-se o azar dos azares) uma colega de trabalho capricorniana, a fazer anos no mesmo dia e tudo que a irmã… aqui a “je”… e parece que somos iguaizinhas (jóias de moças portanto!) e: tufas! toca a dizer mal dos capricornianos … generalizando (porque há sempre um capricorniano na vida de alguém) … 

...mas afinal os signos não são isso mesmo: patacoadas generalizadas do que se quer ouvir ou comprovar, não? 

Dizem que amuamos e que as pessoas têm de adivinhar o que estamos a sentir e o porquê de estarmos chateados… de facto a culpa é “nossa”, reconheço. A culpa é nossa porque ainda temos alguma fé na inteligência da restante humanidade (os não-capricornianos) e achamos que eles conseguem chegar até lá… Afinal não… mea culpa por ter fé em QI’s alheios… perdoem-me!!!

Agora para terminar, porque existem temas que não vale a pena andar sempre a moer, ficam as sábias palavras da “Sôtora" Maya (ninguém melhor para falar cientificamente sobre estas coisas dos signos):

O Sol está em Capricórnio de 22 de Dezembro a 21 de Janeiro. Capricórnio é um signo da Terra regido por Saturno, tornando o nativo de Capricórnio responsável, com aparência calma, bondoso e com sentido prático”. (Há quem diga que é mau feitio quando uma pessoa tende a ser prática…)

Os nativos de Capricórnio preocupam-se facilmente sobretudo se sentem instabilidade ou problemas económicos graves à sua volta” (ando que nem posso… confere!). 

Os nativos de Capricórnio são ambiciosos, no bom sentido, não são muito pacientes e persistentes na procura de resultados.” (A Santinha Paciência existe por alguma razão… se bem que outros sábios na matéria dizem que é um signo muito paciente… Resultado: uma pessoa fica baralhada e desregulada, ou com muita paciência quando não deve ter ou com baixos níveis da mesma quando devia ter!!)

São muito observadores, e apesar de um certo ar sisudo têm um sentido de humor muito apurado e gostam de se divertir.” (Confere! Mas dizem que é mau feitio... já não se pode dizer nada...)

São sérios no estabelecimento de relações sentimentais e apreciam a vida familiar” (parece é que existe um certo karma em concretizar o estabelecimento...– deve ser por o mau feitio passar de vida para vida – karma aliado à fé na inteligência alheia... é complicado...)

Já Paulo Cardoso, no mesmo portal astral questiona:
“Será o Capricórnio um ser superior?” (ainda perguntam?!?!)  

Dotados de realismo conjugado com capacidade de concentração, conduzidos por um secreto e insuspeitado desejo de imortalidade, os nativos de Capricórnio são seres previdentes, sensíveis à reputação e, por isso, sensatos.” (bem que podia ser mais sensata e deixar de sonhar… já o realismo também é confundível com mau feitio – lá está - as pessoas não gostam de ouvir as verdades… e no fundo sempre quis ser vampira e/ou imortal, nomeadamente quando era uma teenager na época da Entrevista com o Vampiro, da telenovela Vamp - ai o Lipe! – ou da série Os Imortais).

E para finalizar… diz o sábio que a pessoa capricorniana “apenas quebrará o seu ar sereno e austero para responder à letra a um eventual ataque, usando o seu sentido de humor altamente sarcástico.” (BINGO! Jackpot, cashing, cashing, cashing). 
Fui. Ponto final. 




2 de setembro de 2013

No sábado fui à bola, no sábado à bola fui…



Mais uma ida ao estádio para ver o meu Sporting! Não, não vou falar das polémicas e das 1001 análises que se fazem ao ver as repetições, da esquerda para a direita, da direita para a esquerda, de cima para baixo, a fazer o pino, a roda, o que for! Existem pessoas (pagas) para isso.
O que é que eu gosto mesmo, mesmo, MESMO de reter?! É isso mesmo: o meu fascínio pelo que se ouve nas bancadas… são pequenas pérolas que chegam aos nossos ouvidos. 

Assim, enquanto me tentava defender do rapaz (de 30 e tal anos) que estava ao meu lado e que esbracejava, esperneava, gritava e cantava de pulmões bem abertos (com uma afinação… daquelas…) todas as músicas das claques (todo ele era uma claque!), tentando adivinhar quando é que levava um estalo (sem querer) no meio daquela agitação toda, eis o enredo da minha bancada, entre muitas palavras cês, pês, efes e afins que já se sabe que são sempre música de fundo:
TODOS: GOLO!
Senhor fanhoso: Ó senhor árbitro! Ó senhor árbitro!
Senhora A: O que é que aconteceu?!
Senhor B: Palhaço!
Senhora C: Está a agarrá-lo?
Senhor fanhoso: Vai “prá”  a barraca!
Senhor D: Vai, vai, vai, vai!
Senhora E: Tira, tira, tira!
Senhora F: Não, não, não!
Senhor G: É isso tudo! É isso tudo!
Multidão: NEM LHE TOCOU!!!!
Senhora R: Se calhar precisava de se deitar um pouco…
Senhor B: Palhaço!
Senhor fanhoso (já meio rouco): Ó senhor árbitro! Ó senhor árbitro!
Alguns: Não acredito!
Senhor fanhoso: Estás a olhar “prá” onde ó caracol da Lezíria!?!
Senhor D: Vai, vai, vai, vai!
Senhora E: Tira, tira, tira!
Senhora F: Não, não, não!
Senhor G: É isso tudo! É isso tudo!
Senhor B: Palhaço!
Vários: é só mais um, é só mais um!
Senhor fanhoso: Vai prá barraca ó cavalo branco!!

Resumindo: os ares do zoo continuam a ter a sua graça.

20 de agosto de 2013

No domingo fui à bola, no domingo à bola fui e…

 
A meio do jogo devo ter entrado noutra dimensão… certamente num zoo ou em Marrocos... Ai que saudades do senhor fanhoso que se senta duas filas atrás de mim e que gosta de enumerar vários animais, estranhamente ao mesmo tempo que se dirige ao árbitro (pura coincidência), tendo particular incidência no camelo.
Giro, giro, giro é o senhor (ele não) de outra fila a mandar o camelo beber água. Ou seria o árbitro? Ups… baralhei-me… A verdade é que havia ali uma preocupação com a hidratação do senhor vestido de azul-bebé.


Mas olhem que o zoo continuou!! Foi na versão aviário (ah! continuo a falar do jogo do meu SCP e não de terceiros para aqui não chamados e que têm um treinador que diz que somaram 0 pontos… ele pelo menos somou…) quando se houve: “sai o pintassilgo e entra mais um canário… são todos amarelos”. Não há dúvida que uma ida a um estádio é uma fonte de piadas… com água ou beeeeemmmm secas!

27 de junho de 2013

Apenas a minha opinião… (Em dias de greve, há quem faça greve à liberdade dos que não a fazem)

…Santa paciência para as pessoas que não conseguem perceber onde acaba o seu direito e começa o dos outros...

Greve: (s. f.) Interrupção voluntária e colectiva de actividades ou funções, por parte de trabalhadores ou estudantes, como forma de protesto ou de reivindicação.

Greve geralparalisação concertada de actividades a nível nacional, em protesto contra determinadas políticas governamentais ou institucionais.

Concertar: (v. tr.) Combinar, ajustar, conciliar; Harmonizar, decidir por acordo comum; (v. intr.) Concordar.

Concertação: (s. f) Acto ou efeito de concertar ou conciliar.

Estado de sítio: situação de uma praça, fortaleza ou povoação, cercada pelo inimigo.[Política] Medida tomada em circunstâncias especiais, nomeadamente em caso de perturbações sociais, para justificar certas restrições de liberdade, de direitos e de garantias.

Intimidar: (v. tr.) Inspirar receio, medo ou temor a.; (v. pron.) Sentir receio; sentir acanhamento.

Direito: (s. m.)  O que pode ser exigido em conformidade com as leis ou a justiça; Faculdade, prerrogativa, poder legítimo.

Civilização: (s. f.) Resultado dos progressos da humanidade na sua evolução social e intelectual.

Posto isto: SANTA PACIÊNCIA para as pessoas que percorrem as ruas a gritar para as lojas serem fechadas… a coagirem quem passa na rua para os acompanharem ou a lançar olhares ao estilo Medusa (Ai não vens para a greve?!? Então petrifica-te para aí... não serves para nada).

Têm razão quando reclamam com os excessos e abusos de poder que para aí existem, seja de quem for, mas muitas das pessoas que andam a gritar na rua “pelo bem da humanidade” praticam os mesmos actos abusivos ao impedirem pessoas que (é um facto) querem trabalhar. Isso: existem pessoas que QUEREM trabalhar. Seja por que razão seja. E se querem, não podem ser impedidas por outras. Que eu saiba ainda não estamos em período revolucionário, nem em estado de sítio.

Manifestem-se pelos ideais que defendem, falem, argumentem, exprimam os vossos pontos de vista. Civilizadamente. Têm todo o (esse) direito. E ainda bem que o têm. Houve alguém que lutou por isso. Mas, queridos manifestantes, não apavorem as pessoas que têm as lojas de rua com a porta aberta e que têm de fechar as portas apenas para a procissão passar, abrindo-as nova e imediatamente a seguir... quando o caminho “está livre”. Aquilo que se assiste é um acto de intimidação. Ora não me parece correcto. Quem quiser fazer greve… faz. Quem quiser ir “lutar”… vai.

Acredito que há muita gente que gostava de fazer greve e não o faz. Não para ir para a praia... mas para lutar por aquilo a que têm direito. Contudo não o faz, porque não se pode dar ao luxo de perder um dia de ordenado.

Compreendo a greve e quem a faz “à séria”. Compreendo quem quer fazer e não pode, pelas razões que só a essas pessoas dizem respeito. Agora não compreendo piquetes. [«piquete de grevegrupo de grevistas geralmente colocados à entrada do local de trabalho que asseguram a execução das instruções de greve.» Execução… de instruções… calafrios é o que isto dá. ] É provavelmente uma limitação minha (todos temos a nossa limitação) mas não compreendo aquelas pessoas de colete que se pespegam em frente aos locais de trabalho a intimidar quem vai trabalhar porque simplesmente optou por não fazer greve.

A liberdade de pensamento e de expressão funciona para os dois lados. Para se defender a sua liberdade e os seus direitos tem de se compreender e aceitar que existe TAMBÉM a liberdade dos outros e esses outros têm direito de opção. Se não querem carneiros para um lado também não podem querer para o outro.

Isto tudo para não falar do clássico (já é clássico) “abaixo o capitalismo” que sai, entre perdigotos, da garganta dos manifestantes, que (vá… em bom número) têm, pelo menos, dois telemóveis, provavelmente um “Ai qualquer coisa”, um carro que não dispensam, a roupa da marca xpto, etc e tal. The usual.

Eu sei que estou a generalizar. Sei também que existem pessoas que optaram por fazer greve mesmo que isso signifique viver ainda mais “à rasca”. Sei de pessoas que não têm dinheiro para “Ais” nem “Uis”. Sei de pessoas que fazem greve sem coagir outros. Que respeitam a liberdade e as opções de cada um. Que têm argumentos que vão para além do inimigo capitalismo. Fazem-no porque entendem que é o caminho, mesmo que não o ideal, mas pelo menos o possível. Pelo menos fazem. Sei disto e respeito, assim como respeito quem me respeita. E essas pessoas saberão que não são elas que estão aqui retratadas. É o defeito da generalização. 

Não é pessoal, é apenas a minha opinião sobre a generalidade dos episódios que se assistem... greve após greve.



26 de junho de 2013

Vamos lá a um jogo #1... Vamos compartimentar!




 Vamos fazer um exercício. Vamos voltar à primária. Vamos compartimentar!

(Luzes! Néones a piscar! Aplausos! Confetes!...O Show vai começar)

Vamos lá a isso.

Éramos nós pequenas amostras de gente (inocentes crianças, portanto) e aprendemos a separar as letras dos números. Aprendemos a encaixar as figuras geométricas em cada buraquinho correspondente. Aprendemos a separar os rios, do grupo da água doce, para um lado e os mares salgados, para o outro, sem olhar ao limbo da foz.

Assimilámos logo muito cedo que cada coisa tem o seu lugar. E esse lugar era separado, sem grandes questões, por uma linha. O mundo a que pertence e cada um no seu mundinho. Os animais à fauna. As plantas à flora. As meninas para um lado, com as suas bonecas e cozinhas miniatura, e os meninos para o outro, divididos entre carrinhos e uma bola de futebol. Os amarelinhos viviam na Ásia e os vermelhinhos nas Américas.

Crescemos. Os vermelhinhos agora estão nas Américas e também na Ásia, mas continuamos a compartimentar. Com a idade aprendemos que a água não se mistura com o azeite. Que existem cores frias... Cores quentes... E o arco-íris deixa de ser mágico para ser um fenómeno analisado e discutido ao detalhe.

Descobrimos que o açúcar do algodão doce não se mistura com o céu. Aprendemos que existem conjugações infelizes... E não é só uma questão de jogar losangos e riscas...calças de fato de treino com camisola de lã ou condutores de domingo a circular à hora de ponta de uma segunda-feira...Aprendemos na nossa pele que a água doce se mistura com o sal aguado...que a lágrima salgada se mistura com o sorriso doce...

No jogo da compartimentação, há, porém, quem não sabe misturar vinho com azeite e continua a insistir com água. Há quem misture tudo aquilo que não lhe diz respeito e desconhece, palpitando comentários por pura maldade. Há quem fale de alhos e teime em chamar os bugalhos à conversa, quando esgotados os argumentos.

Neste jogo, há quem não tenha conseguido sair da primária e continue a compartimentar em desmazelo ou a confundir o inconfundível sem qualquer zelo.

E assim continua o Show! Venha lá menina, é a sua vez de acertar em uma de 3! Fácil, fácil, fácil! Só tem de acertar na lengalenga corrrrrrrecta!

A.     Trinta e três, diga lá outra vez... Esta coisa tem 4 lados, não sei porque não passa nesta “cena” redonda;
B.     Já não há estrelas no céu para... iluminar o senhor do algodão doce que anda a decorar a estratosfera;
C.      Quem te avisa teu amigo é… e a minha prima Flora tem um periquito chamado tubarão!