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22 de junho de 2014

E o que é que não exige paciência nenhuma: fins-de-semana com amigas!

No fim‑de‑semana passado foi a vez de Tavira, da terra estreita, do polvo, das amigas mais recentes, das imitações do Casillas, dos santos populares, do mistério dos carros com para-choques soltos na auto-estrada, dos vídeos ao som da Ana Malhoa, dos Xutos e das Doce, do sol, das caipirinhas, da latinada, de ensinar a sueca à amiga espanhola....do calorrrrrrrr bommmm 😎

Este fim‑de‑semana foi a vez das amigas de sempre, da noiva, de Tróia, do hotel de luxo, da aula de zumba à beira da piscina com prof francês, do champanhe, das ereguicadeias, do mega apartamento, da despedida de solteira, dos miminhos dos senhores do hotel à nossa noiva, dos mergulhos na piscina, do recordar de histórias.

E assim vai a vida! 😀 Bem! Porque são estes momentos que nós dizem que assim vale a pena viver. Não são os momentos de stress que nos fazem passar a semana a querer bater em pessoas e a desfiar um rol de asneiras mentais para não mandar ninguém à m****, nem o senhor que tropeçou em mim na rua, nem a família de férias que se alapou à porta do elevador sem deixar ninguém sair, nem o gordinho das aulas que escreve com canetas multicolores e sabe a história da electricidade desde que foi inventado o fogo (calem o gordinho!😱), nem as noites devedoras ao sono, nem a excursão de sexagenários que invadiu o nosso hotel, nem o empurrar com a barriga dos outros, nem a Alemanha e os seus 4 golos, nem a Espanha a estragar as apostas! Nada! 


7 de abril de 2014

I guess I'll try again tomorrow...Com os all star da converse novamente na moda e nos pés…

Um concerto.

Uma viagem no tempo. Ainda estive para não ir, mas sabe-se lá para quando outra oportunidade e lá fui… E viajei no tempo…

…Com os all star da converse novamente na moda e nos pés…

…Com os arrepios de emoção e o “auuuuuu auuuuu” cantado em plenos pulmões como naquela camioneta da visita de estudo que em 1998 nos levava por esse Portugal fora (já nem sei para onde).

…Com os amigos que vêm do ontem e os que o são hoje, independentemente de estarem nas bancadas, na plateia ou até mesmo em casa, mas sempre presentes. Afinal será sempre: My friends and my cards and my car and my friends/ Martini untilthe end/ Play pool again”.

…Com as lanternas dos telemóveis a lembrar-nos os tempos em que os isqueiros eram reis nos concertos…

…Com o senhor do casaco ao ombro que mais parecia uma tenda da Quechua a tapar-me a visão com as inúmeras gravações e a lembrar-me da parte chata do passar dos anos que não se reflectem no evoluir da minha altura… o que seria uma simpática abébia do tal passar dos anos, já que andamos para aqui a coleccionar anos-e-anos-e-anos-e-anos e aumentar um centimetrozinho que seja só mesmo com saltos altos.

E foi isto. E é isto. Uma pessoa cresce, cresce (completamente em sentido figurativo) e vai-se a ver e haverá sempre, mais cedo ou mais tarde, independentemente sobre o que seja, um belo de um  “I guess I'll try again tomorrow” seguidinho de um “auuuuuuu auuuuuu” pedindo sempre  o impossível: "Please promise to me that I'm not going to get hurt this time…"


ATENÇÃO!
Santinha Paciência que é Santinha Paciência não pode fazer um post destes e não deixar de fazer um pedido:
Jovens,POR FAVOR, quando forem a um concerto não fiquem de braço esticadinho HORAS a fio (isso até vos faz mal… a sério que não sei como não vos cai o braço) a filmar as músicas todas. A sério! 
Comprem os DVDs, vão ao youtube ver os vídeos oficiais… “assim com’ assim” o vosso vai ficar certamente uma ME*** (porcaria)… e vão chegar a casa e ver que:
1) não se ouve nada, 
2) apanharam a mãozinha do da frente também com um telemóvel espetado e 
3) não têm vocação para camera man… RESUMINDO: perderam o concerto por completo e chatearam a pessoa que estava MESMO atrás de vocês e que lá por não ser uma calmeirona também tem direito a ver os concertos, OK?!? 
Da sempre vossa, 
Santinha Paciência




6 de fevereiro de 2014

Perdidos e Achados - num clube bem mais próximo do que pensa



Num guiché dos "Perdidos e Achados" bem perto de si. É ver, É escolher e... se não gostar: devolver à proveniência... se não for muito incómodo, of course.

Às vezes é assim que nos sentimos, não? Perdidos ou pelo menos não achados. Em tudo... 

Claro que às vezes mais vale uma boa Santa Paciência perdida do que mal encontrada, que isto há com cada encontro de evitar, que nem o susto assim o quer e Santa Paciência mal aproveitada é um crime dos céus.

E até lá, é ir no clube.




22 de novembro de 2013

Um dia para esquecer rapidinho + uma noite para sempre recordar... The National

Ontem...

Pelas 9h30 da manhã: a chegar de carro ao escritório percebo que deixei a carteira em casa... Nem uma moedinha para o parquímetro, para o café, nicles.  

9h40: às voltas com o carro com 1001 lugares na rua e a indecisão entre estacionar em sítio de parquímetro ou nos residentes (cof cof... Mera hipótese académica). Decidi-me pelo parquímetro... Com recurso a financiamento alheio... Mas pelo menos não corria o risco de ter de pagar para a fofinha da EMEL me desbloquear o carro... Isto de não ter carteira ajuda à tomada de decisões...

10h: Lado positivo, não me esqueci do copo térmico para o chá que andava há séculos para levar para o escritório. Lado negativo... Passei a manhã a queimar-me na tentativa de beber o chá... Que às 17h ainda estava quente.... Conclusão: a parte térmica da coisa funciona lindamente. 

Manhã e tarde: consegui perder o telemóvel cerca de 10 vezes... E encontrá-lo, 10 vezes, não sem antes ter revirado a mala e os bolsos...

19h15: bilhetes para o concerto dos The National em casa e pessoas à minha espera para irmos em bando para o Meo Arena. Saio. Tomo a pior decisão do dia... Não vou pela Avenida da Liberdade e vou pela 24 de Julho.... ERRO! Cerca de 1h30 para chegar a casa... Tudo dentro de Lisboa. Razão: manifestação dos polícias e afins... que pelos vistos estava em alta a essa hora... 

E a partir daí, entre autocarros, polícias manifestantes, polícias em serviço, pessoas, bandeiras, motas, carros à nora sem saber para onde ir e os "grandessíssimos filhos de uma papoila" que estacionam em segunda fila, o contacto com o mundo foi feito com sms:

   "Estou presa no trânsito!" (19h28 - completamente parada em       Santos)
   "Está a começar a chover" (19h43)
   "Oh pá, estou com uma crise nervos que até me dói um rim!"        (19h46)
   "Acabei de verter uma lágrima por já estar a caminho e sem         trânsito! Snif" (20h12 - algures já no Marquês) 

21h e qualquer coisa: o grupo finalmente reúne-se, tudo a postos, bilhetes na mão.... ah! não! o meu primo descobre que acabou de perder o bilhete e não houve meio de o encontrar... bilhete desaparecido em combate. Irra!

Ainda antes das 22h, a sorte começou a mudar. Arranjámos outro bilhete, o táxi foi de "porta a porta", tínhamos um chapéu de chuva para o que der e vier ( dá imenso jeito levar um chapéu de chuva dos grandes para um concerto... sempre podia dar para apoio de braços) 

Chegámos. A primeira banda nem vê-la. 

Lá pelas 22h começou o sonho de uma noite bem passada, em nada arruinada pelo dia desgraçado: The National em palco.... E que bom que foi :o) 

Fim. 



5 de novembro de 2013

Alergia a cabeleireiros


Ir ao cabeleireiro é como ir ao dentista… No cabeleireiro não gosto de falar, no dentista não consigo falar. Não gosto de “conversa de cabeleireiro” e detesto que falem comigo enquanto me secam o cabelo: não percebo patavina do que dizem. Já no dentista, percebo tudo menos o porquê dos dentistas gostarem de fazer conversa quando estamos para ali de boca escancarada com um espelhinho a percorrer os dentes… é realmente uma excelente oportunidade para perguntar pelo trabalho, pela família, etc e tal… tudo a que se pode responder com um simples “ãhhumãhumiado”… ou não.

Mesmo assim, pertenço a uma minoria que prefere ir ao dentista do que ao cabeleireiro… tirando o facto de ter começado mal a relação (aos 6 anos, 2 dentes partidos e muita choradeira) a verdade é que ajuda não ter uma única cárie :o) Já para o secador que me queima as orelhas (e não é preciso ser um elfo para isso acontecer) ou para o tempo que se tem de estar à espera entre fofoquices e uma capa de zorro, muitas vezes sem conseguir segurar um livro porque atrapalha o secador… não há muita paciência… lembram-se da história do gato a passar a porta do veterinário… eu sou assim… com médicos e cabeleireiros… tirando o oftalmologista e o… dentista.


Talvez o problema seja por a minha capacidade de decisão desvanecer-se num cabeleireiro por entre os ares agrestes do secador e dos ganchos que arrepanham o cabelo… se não fosse eu estar sempre atrasada e a correr para algum lado… saía de lá loira! Já no dentista, faço finca-pé para não aderir à moda do metálico… até ao dia…


29 de outubro de 2013

Mau feitio com cornos e rabo de peixe

Discussão da hora de almoço: quem tem mau feitio. Sou a primeira a por a mão no ar. Mais vale acusar-me voluntariamente do que ser lançada à fogueira por terceiros. Tenho mau feitio e não me importo. Antes isso que outra coisa qualquer. E sei que o bom ou mau feitio não fazem uma pessoa. As pessoas são mais do que isso e quem se resume apenas a episódios de mau ou bom feitio sem ligar a tudo o resto, mais vale estar quieto e ir ler BD.

Posto isto, diz que é do signo. Coincidentemente ou não tenho uma colega que deve ter jogado pedra na cruz em vidas passadas porque para além de ter uma irmã capricorniana tem (imagine-se o azar dos azares) uma colega de trabalho capricorniana, a fazer anos no mesmo dia e tudo que a irmã… aqui a “je”… e parece que somos iguaizinhas (jóias de moças portanto!) e: tufas! toca a dizer mal dos capricornianos … generalizando (porque há sempre um capricorniano na vida de alguém) … 

...mas afinal os signos não são isso mesmo: patacoadas generalizadas do que se quer ouvir ou comprovar, não? 

Dizem que amuamos e que as pessoas têm de adivinhar o que estamos a sentir e o porquê de estarmos chateados… de facto a culpa é “nossa”, reconheço. A culpa é nossa porque ainda temos alguma fé na inteligência da restante humanidade (os não-capricornianos) e achamos que eles conseguem chegar até lá… Afinal não… mea culpa por ter fé em QI’s alheios… perdoem-me!!!

Agora para terminar, porque existem temas que não vale a pena andar sempre a moer, ficam as sábias palavras da “Sôtora" Maya (ninguém melhor para falar cientificamente sobre estas coisas dos signos):

O Sol está em Capricórnio de 22 de Dezembro a 21 de Janeiro. Capricórnio é um signo da Terra regido por Saturno, tornando o nativo de Capricórnio responsável, com aparência calma, bondoso e com sentido prático”. (Há quem diga que é mau feitio quando uma pessoa tende a ser prática…)

Os nativos de Capricórnio preocupam-se facilmente sobretudo se sentem instabilidade ou problemas económicos graves à sua volta” (ando que nem posso… confere!). 

Os nativos de Capricórnio são ambiciosos, no bom sentido, não são muito pacientes e persistentes na procura de resultados.” (A Santinha Paciência existe por alguma razão… se bem que outros sábios na matéria dizem que é um signo muito paciente… Resultado: uma pessoa fica baralhada e desregulada, ou com muita paciência quando não deve ter ou com baixos níveis da mesma quando devia ter!!)

São muito observadores, e apesar de um certo ar sisudo têm um sentido de humor muito apurado e gostam de se divertir.” (Confere! Mas dizem que é mau feitio... já não se pode dizer nada...)

São sérios no estabelecimento de relações sentimentais e apreciam a vida familiar” (parece é que existe um certo karma em concretizar o estabelecimento...– deve ser por o mau feitio passar de vida para vida – karma aliado à fé na inteligência alheia... é complicado...)

Já Paulo Cardoso, no mesmo portal astral questiona:
“Será o Capricórnio um ser superior?” (ainda perguntam?!?!)  

Dotados de realismo conjugado com capacidade de concentração, conduzidos por um secreto e insuspeitado desejo de imortalidade, os nativos de Capricórnio são seres previdentes, sensíveis à reputação e, por isso, sensatos.” (bem que podia ser mais sensata e deixar de sonhar… já o realismo também é confundível com mau feitio – lá está - as pessoas não gostam de ouvir as verdades… e no fundo sempre quis ser vampira e/ou imortal, nomeadamente quando era uma teenager na época da Entrevista com o Vampiro, da telenovela Vamp - ai o Lipe! – ou da série Os Imortais).

E para finalizar… diz o sábio que a pessoa capricorniana “apenas quebrará o seu ar sereno e austero para responder à letra a um eventual ataque, usando o seu sentido de humor altamente sarcástico.” (BINGO! Jackpot, cashing, cashing, cashing). 
Fui. Ponto final. 




23 de outubro de 2013

A EMEL está na rua e a dança dos carros continua...numa rua perto de si

Uma semana de espectáculo ao final do dia, numa rua perto de si


...Todo o santo dia é a mesma coisa... 
A "EMEL" aparece > comunicação interna > correria pelas escadas (com alguns espalhos pelo meio) > gritaria com os senhores da EMEL > carros bloqueados > carros no reboque.... e os que já desistiram de trazer carro na varanda a ver o espectáculo...

quarta-feira, dia 16 de Outubro



quinta-feira, dia 17 de Outubro



sexta-feira, dia 18 de Outubro


(pausa para fim-de-semana...) 

segunda-feira, dia 21 de Outubro



terça-feira, dia 22 de Outubro


3 de outubro de 2013

Ver o almoço por uma palhinha…

No seguimento do espalhanço de terça-feira passada…  após ter saído do escritório, vestindo umas calças "giras nas horas", compridas, largas e esvoaçantes... umas perfeitas assassinas... atravessei uma estrada... tropecei nas calças, caí e bati de cara no prédio em frente. Sim, é uma imagem hilariante… conheço pessoas que ficaram horas a rir (amorosas)... eu se pudesse rir, ria... mas não posso. 

Felizmente, nada partido, nem nariz, nem dentes, nem maxilar… só um buraco (ferida interna) que os meus dentinhos fizeram no lábio… claro que dei ouvidos aos meus papis (que vieram de escantilhão depois de um telefonema em lágrimas – sim, sou uma menina mimada, mas em minha defesa só chorei de dor quando cheguei a casa…) que me disseram que a ferida já estava a fechar… e assim, depois de uma hora com gelo, vencida pelo cansaço e convencida pelos papis, não fui ao hospital levar pontos… O que foi um erro. Meninos e meninas, pontos são bons! Andar com uma ferida infetada não é bom. 

Ontem lá fui ao atendimento permanente… 
…onde a médica (que, a meio da consulta, soltou um valente “Caraças para o raio do computador” e um “caramba pá” para o sistema informático que não lhe aceitava o diagnóstico) me disse que devia ter levado um ponto mas que na altura já não dava (BOA!)…
…  e onde constatei que as informações da triagem não passam para os médicos que depois nos atendem… é que se por acaso ela não perguntasse se era alérgica a algum medicamente (que curiosamente na triagem já me tinham perguntado e eu respondido) não estaria aqui hoje.. ou estaria.. mas pior… porque ela ia precisamente receitar-me penicilina… vá lá, até tenho tido sorte… 
… e até tive um brinde: a vacina contra o tétano que tenho andado a evitar (o desespero de levar uma vacina é uma daquelas coisas em que se vê que não cresci…)… e voltei a fazer a figura do “Já está?” quando já tinha sido (ai que já estou a ter uma quebra de tensão… inspira, expira… que isto de falar em agulhas e em coisas a entrarem no braço dá sempre para o desmaio… inspira… expira…).

E é assim… estou que nem posso, parece que levei uma tareia (que pode ser da queda ou dos efeitos que a vacina contra o tétano tem nos jovens adultos…)… não consigo falar como deve ser (e agora imaginem euzinha, com o lábio super inchado e sem o poder mexer…a falar com a farmacêutica que era… surda)… e não consigo comer!!!  O problema é que não consigo parar de pensar em receitas a experimentar… em bife com batatas fritas ou qualquer outra comida consistente… de trincar… depois abro os olhos e é isto… toca a ingerir o almoço via … palhinha… SNIFFF.