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10 de julho de 2014

Piadinha do momento – Se Deus quiser... mas qual? O meu ou o teu?


É que estas coisas fazem-me sempre confusão… ou, como se diz por aí, fazem-me espécie. Quem vai ganhar o mundial? Alemanha ou Argentina? Papa B ou Papa F? É que ser Papa significa ter uma cunha tremenda no reino dos céus… mas agora é que a porca torce o rabo e quero ver como é que as divindades desportivas (os responsáveis por ouvir os milhões de preces e promessas de adeptos fervorosos espalhados por esse mundo céu) se amanham com isto das cunhas.

Acredito piamente que para este Mundial foram contratados vários anjinhos e santinhos (a termo ou quiçá a recibos verdes) para não deixar escapar uma velinha acesa para o “tjimi” (=team) do corazón. Estes anjinhos e santinhos fazem relatórios diários que remetem, por via de uma tecnologia mega eficaz, para análise do concílio dos deuses que, por sua vez, emite um fumo da cor da selecção vencedora, depois de ponderar muito bem ponderadinho os vários factores.

Como nada na vida é perfeito e existe sempre um bug na melhor das tecnologias (no melhor pano cai a nódoa!) houve um danado de um bicharoco (bem diabólico por sinal) que provocou, para aquelas bandas, um curto-circuito tal, que o Brasil foi ao ar e agora vai ser um ver se te avias para decidir quem ganha o Mundial. Argentina? Alemanha? Quem tem a cunha mais forte?


Eu se fosse ser divino com este pelouro ia já de férias, fechava para balanço, punha o telelé no silêncio, ficava com as antenas sem rede, o que fosse… é que nem hesitava! Turbo na nuvem e ala que se faz tarde…. Inshallah ou… seja o que Deus quiser.



17 de setembro de 2013

Are you crazy?

Até posso ser, mas afinal, não há duas sem três e será que a terceira foi de vez? Sim, lá fui eu pela terceira vez na minha jovem (sim, jovem!) vida rumo aos Estates, rumo a NYC! 

Episódio a episódio, aqui fica o resumo em jeito de revista de telenovelas, já que o tempo é precioso, pelo que aqui fica o essencial (ou pelo menos aquilo que ainda está na minha memória, já que o bloquinho dos apontamentos ficou esquecido no avião de regresso… normalmente perco uma coisa quando viajo… pelo menos não estava muito escrito ou desenhado…)

A ida… Tanta gente gira a ir para o mesmo avião e tínhamos de ir com o senhor de “cinquentas-e-e” munido indumentariamente com o equipamento da selecção portuguesa mesmo ao nosso lado (seria pedir muito que o jeitoso estiloso que não largava o livro fosse no lugar do fã tuga?!)

A missa Gospel… íamos à procura de uma das igrejas recomendadas nos guias para assistir a um pouco de gospel até que (já fartinhas de andar) resolvemos seguir uma família espanhola que ia para uma igreja “já-ali-ao-virar-da-esquina-e-que-por-acaso-tinha-um-coro-de-gospel”. Lá fomos. Nós e uma catrefada de turistas… talvez fosse uma proporção de 20/80 (fiéis/turistas curiosos), sendo que acho que até estou a ser generosa para a equipa da casa… 
Mesmo com esta desproporção, foi um festão. 

 .........Deu para cantar (ui, aproveitei e bem… tínhamos um livro só com as letras…). 

...........Deu para ser saudada por todos os membros da igreja que iniciam a missa aos cumprimentos a todos os que ali foram (com direito a passeio e tudo pela igreja, não se ficam só pelas pessoas da sua bolha). 

..............Deu para assistir a campanha política (não é que estava lá uma candidata a um qualquer serviço público de NY que aproveitou para se apresentar à comunidade… a meio da missa). 

............Deu ainda para abanar o esqueleto ao ritmo das palmas (não as da espanhola que estava à nossa frente… essa para além de não perceber nada de inglês também não ficou a dever nada ao dom do ritmo… tenho que ver se ponho aqui o vídeo a senhora a bater palmas…). 

..............Deu para assistir a stand up comedy, com o reverendo convidado (a missa mais parecia um talk show com a quantidade de convidados especiais) que se saiu com uma que adorei: a história de uma mulher que queria um fato, mas não tinha dinheiro para tal luxo. Então, rezou muito a Deus… e no dia seguinte ao passar na loja que vendia o desejado fato… o mesmo estava em saldos!! E com esta fé, a heroína desta historieta, não só comprou o fato, mas também os sapatos, a mala e o chapéu a condizer (no comments). 

Are you crazy?!?!?!?! Ouvimos nós quando inocentemente (e estafadamente) perguntamos a um senhor numa paragem do autocarro se aquele ia para a primeira avenida… a resposta foi mesmo esta “Are you crazy?!?!”…simpático portanto. Depois do senhor ter enumerado as (poucas para ele/ tantas para nós) avenidas que tínhamos de passar (Park, Madison, Quarta, Lexington, Terceira e Segunda), que estava uma noite tão bonita e que nos fazia tão bem andar… começámos a afastar-nos lentamente e resignámo-nos ao “vamos andando então”.

Cremes… E ao caminharmos até casa, nessa mesma noite, após uma coacção tremenda do senhor da paragem do autocarro em nos por a andar (literalmente) dali para fora… fomos encadeadas pelo vendedor de banha da cobra… cof…cof…cof… cremes! A frase da noite foi mesmo esta: Três  mulheres, um homem, creme e no fim ainda pagámos bem…

O irmão do Ronaldo… quando dizemos que somos de Portugal ou nos perguntam pelo tempo (também me perguntaram se a escola já tinha começado em Portugal…………) ou referem o Cristiano Ronaldo. Quem diria que no topo do Empire um dos empregados chamado Dadoua (ou algo do género) era o irmão do CR7?!?!?! A sério… cheira-me que é piadinha em modo repeat.

Excesso de emprego… Meninos e meninas, sigam as dicas superiores e ponham-se na alheta para NYC… há emprego para tudo: receber as pessoas nas lojas, pessoas para abrir portas em vários sítios (incluindo WC), pessoas para entregar toalhas, lojas e restaurantes com mais empregados do que clientes… etc… (pensando bem… se calhar já não há espaço para mais ninguém!).

A TPM dos condutores dos autocarros… não houve nenhum simpático! Nenhum! Grunhiam a qualquer pergunta que se fizesse, desancavam pessoas idosas por não terem o bilhete válido e quererem passar na mesma (está bem que a senhora estava a brincar com o fogo ao não ligar ao que o senhor do autocarro dizia… mas… medo…). Dizem que não é um bom emprego (riscar da lista, ok?)

A creche dos cães… Clap, clap, clap. Aplausos para os nova iorquinos que andam com os cãezinhos para tudo o que é lado, entram com eles nas lojas e até têm creches para eles passarem os dias enquanto os donos trabalham. Mas creches a sério… com playground e tudo. Isto para não falar nos parques para cães (como existem os infantis) só para eles brincarem à vontade. Clap, clap, clap. 

O clube secreto e o culto da casa da Carrie Bradshaw… e a finta à actual proprietária da casa que pôs fim às excursões organizadas do Sexo e a Cidade ali pela zona e que chama a polícia para assustar um bando de mulheres super perigosas que querem (imaginem!) tirar fotos na escadaria (ok, eu até percebo a questão da propriedade privada, mas termos de sussurrar ao passar pela porta já é qualquer coisa…)

E no meio deste rebuliço todo, dos quase 40º graus nas ruas de NY, alternados com o frio do cruzeiro e a tempestade (dilúvio mesmo!) antes do jantar no famoso Buddakan, dos cupcakes, do Mamma Mia a acabar com toda a gente em pé e a dançar (mais a japonesa ao nosso lado que tinha um bater de palmas do best… embora o prémio vá para a espanhola), de mais cupcakes e cheesecakes, misturados com amizade, existem 1001 momentos para recordar e rir… muito. 

E o resto fica para depois… porque se não há duas sem três, à terceira não é certamente de vez porque, pelo menos, tem de haver uma quarta…