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27 de novembro de 2013

O brunch finório e comida de nariz empinado

Domingo! Depois de dias cheios de concertos e tempos bem passados em amena cavaqueira, chega o dia da família, por isso nada melhor que combinar um brunch entre família e amigos. Que coisa boa! Um dia cheio de sol, sem horários e a almoçar um belo de um pequeno-almoço!

Parece perfeito não parece? 

Mas não! 

(E agora devia ouvir-se o som de vidro a a estalar...)

Fomos aterrar no restaurante mais "nariz empinado" de que me lembro... é que existem restaurantes que estão no topo dos top's, super chiques e nada narizes empinados... Portanto, aterramos num sítio nada a ver com os espaços descontraídos em que uma pessoa pode estar à vontade, relaxada, sem grandes formalismos e comer aquilo que quer!! É domingo, santa paciência! Não é dia de engolir um cabide e cuspir snobismo como quem respira! 

Concluindo e passando a nomes: Se quiserem ir ao brunch do U Chiado.... é ir com o fatinho de domingo, não comer nada dois dias antes (aquilo é bem servido, la isso é... Tão é que dá para mais do que uma pessoa... Só têm é de levar com a (in)delicadeza do staff quando disserem que é para partilhar... não são pessoas que partilhem... querem tudo para elas...)... 

Não se esqueçam é de confirmar que o ganache de chocolate vem para a mesa na hora certa... é que diz a senhora lá do sítio que não faz sentido nenhum vir para a mesa no final da refeição, com os doces e a fruta... Só lhe faz sentido no início... Com o tomate recheado, bacon e cogumelos, portanto.


17 de setembro de 2013

Are you crazy?

Até posso ser, mas afinal, não há duas sem três e será que a terceira foi de vez? Sim, lá fui eu pela terceira vez na minha jovem (sim, jovem!) vida rumo aos Estates, rumo a NYC! 

Episódio a episódio, aqui fica o resumo em jeito de revista de telenovelas, já que o tempo é precioso, pelo que aqui fica o essencial (ou pelo menos aquilo que ainda está na minha memória, já que o bloquinho dos apontamentos ficou esquecido no avião de regresso… normalmente perco uma coisa quando viajo… pelo menos não estava muito escrito ou desenhado…)

A ida… Tanta gente gira a ir para o mesmo avião e tínhamos de ir com o senhor de “cinquentas-e-e” munido indumentariamente com o equipamento da selecção portuguesa mesmo ao nosso lado (seria pedir muito que o jeitoso estiloso que não largava o livro fosse no lugar do fã tuga?!)

A missa Gospel… íamos à procura de uma das igrejas recomendadas nos guias para assistir a um pouco de gospel até que (já fartinhas de andar) resolvemos seguir uma família espanhola que ia para uma igreja “já-ali-ao-virar-da-esquina-e-que-por-acaso-tinha-um-coro-de-gospel”. Lá fomos. Nós e uma catrefada de turistas… talvez fosse uma proporção de 20/80 (fiéis/turistas curiosos), sendo que acho que até estou a ser generosa para a equipa da casa… 
Mesmo com esta desproporção, foi um festão. 

 .........Deu para cantar (ui, aproveitei e bem… tínhamos um livro só com as letras…). 

...........Deu para ser saudada por todos os membros da igreja que iniciam a missa aos cumprimentos a todos os que ali foram (com direito a passeio e tudo pela igreja, não se ficam só pelas pessoas da sua bolha). 

..............Deu para assistir a campanha política (não é que estava lá uma candidata a um qualquer serviço público de NY que aproveitou para se apresentar à comunidade… a meio da missa). 

............Deu ainda para abanar o esqueleto ao ritmo das palmas (não as da espanhola que estava à nossa frente… essa para além de não perceber nada de inglês também não ficou a dever nada ao dom do ritmo… tenho que ver se ponho aqui o vídeo a senhora a bater palmas…). 

..............Deu para assistir a stand up comedy, com o reverendo convidado (a missa mais parecia um talk show com a quantidade de convidados especiais) que se saiu com uma que adorei: a história de uma mulher que queria um fato, mas não tinha dinheiro para tal luxo. Então, rezou muito a Deus… e no dia seguinte ao passar na loja que vendia o desejado fato… o mesmo estava em saldos!! E com esta fé, a heroína desta historieta, não só comprou o fato, mas também os sapatos, a mala e o chapéu a condizer (no comments). 

Are you crazy?!?!?!?! Ouvimos nós quando inocentemente (e estafadamente) perguntamos a um senhor numa paragem do autocarro se aquele ia para a primeira avenida… a resposta foi mesmo esta “Are you crazy?!?!”…simpático portanto. Depois do senhor ter enumerado as (poucas para ele/ tantas para nós) avenidas que tínhamos de passar (Park, Madison, Quarta, Lexington, Terceira e Segunda), que estava uma noite tão bonita e que nos fazia tão bem andar… começámos a afastar-nos lentamente e resignámo-nos ao “vamos andando então”.

Cremes… E ao caminharmos até casa, nessa mesma noite, após uma coacção tremenda do senhor da paragem do autocarro em nos por a andar (literalmente) dali para fora… fomos encadeadas pelo vendedor de banha da cobra… cof…cof…cof… cremes! A frase da noite foi mesmo esta: Três  mulheres, um homem, creme e no fim ainda pagámos bem…

O irmão do Ronaldo… quando dizemos que somos de Portugal ou nos perguntam pelo tempo (também me perguntaram se a escola já tinha começado em Portugal…………) ou referem o Cristiano Ronaldo. Quem diria que no topo do Empire um dos empregados chamado Dadoua (ou algo do género) era o irmão do CR7?!?!?! A sério… cheira-me que é piadinha em modo repeat.

Excesso de emprego… Meninos e meninas, sigam as dicas superiores e ponham-se na alheta para NYC… há emprego para tudo: receber as pessoas nas lojas, pessoas para abrir portas em vários sítios (incluindo WC), pessoas para entregar toalhas, lojas e restaurantes com mais empregados do que clientes… etc… (pensando bem… se calhar já não há espaço para mais ninguém!).

A TPM dos condutores dos autocarros… não houve nenhum simpático! Nenhum! Grunhiam a qualquer pergunta que se fizesse, desancavam pessoas idosas por não terem o bilhete válido e quererem passar na mesma (está bem que a senhora estava a brincar com o fogo ao não ligar ao que o senhor do autocarro dizia… mas… medo…). Dizem que não é um bom emprego (riscar da lista, ok?)

A creche dos cães… Clap, clap, clap. Aplausos para os nova iorquinos que andam com os cãezinhos para tudo o que é lado, entram com eles nas lojas e até têm creches para eles passarem os dias enquanto os donos trabalham. Mas creches a sério… com playground e tudo. Isto para não falar nos parques para cães (como existem os infantis) só para eles brincarem à vontade. Clap, clap, clap. 

O clube secreto e o culto da casa da Carrie Bradshaw… e a finta à actual proprietária da casa que pôs fim às excursões organizadas do Sexo e a Cidade ali pela zona e que chama a polícia para assustar um bando de mulheres super perigosas que querem (imaginem!) tirar fotos na escadaria (ok, eu até percebo a questão da propriedade privada, mas termos de sussurrar ao passar pela porta já é qualquer coisa…)

E no meio deste rebuliço todo, dos quase 40º graus nas ruas de NY, alternados com o frio do cruzeiro e a tempestade (dilúvio mesmo!) antes do jantar no famoso Buddakan, dos cupcakes, do Mamma Mia a acabar com toda a gente em pé e a dançar (mais a japonesa ao nosso lado que tinha um bater de palmas do best… embora o prémio vá para a espanhola), de mais cupcakes e cheesecakes, misturados com amizade, existem 1001 momentos para recordar e rir… muito. 

E o resto fica para depois… porque se não há duas sem três, à terceira não é certamente de vez porque, pelo menos, tem de haver uma quarta… 

15 de agosto de 2013

Splash!


Ontem fui ao Slide & Splash. Não ia a uma coisa destas há coisa de 15 anos (até assusta falar assim em anos, eu sei) e lá fui ontem com a primalhada toda. Os parcos segundos de escorregadelas em tubos, fora de tubos, pistas brandas, kamikazes, banzais, tornados apelidados de autoclismos (falhamos o saca-rolhas) foram, de facto, muito bons. Não parámos até aquilo fechar (fui, portanto, passear o calhamaço de 600 páginas que ando a ler, para o marcador regressar na mesma página). Muito splash houve para ali. Hoje não me mexo (pois), mas foi muito bom regressar aos escorregas e estreitar laços familiares (as filas e a partilha de berraria no black hole ajudaram bastante).

AGORA! SANTA PACIÊNCIA para a “catrefada” de pessoas que para ali andava e para as filas! Muita paciência foi gasta nas filas para as bóias, nas filas para os tapetes, nas filas para os escorregas, nas filas para o café, nas filas… nas filas… nas filas.

Para ajudar à festa, a caminho de casa, quando íamos podres-podres-podres, com dores de pés e de pernas (e substituírem o chão de cimento por algo mais… fofinho?!?) o que é que apanhámos: a A22 completamente atravancada pelos que iam (já atrasados) para o jogo Portugal x Holanda (devem ter chegado já para a segunda parte).

Resumindo: Esgotei a paciência dos próximos meses (fica já o aviso). Por agora:
 
Splash!

16 de julho de 2013

Este não é o táxi da fada sininho!

E depois do Optimus Alive 2013…

Dica para a organização intitulada “A melhorar”: Organizar as pessoas por alturas… só naquela de se conseguir ver alguma coisa (se bem que ou cresci no último ano, ou a maioria da população festivaleira encolheu ou tive uma sorte tremenda em conseguir ver o palco em 2 ou 3 concertos). 

Segunda dica para a organização intitulada “A brasa para a minha sardinha”: (1) organizar melhor o horário das minhas bandas favoritas (já que é a minha sugestão e a minha “sardinha”…) para não se repetir o conflito de bandas a tocarem ao mesmo tempo (andar de um palco para o outro não é um sprint mas uma gincana cheia de obstáculos, digo…pessoas, pedras, mesas, caixotes, etc.) e (2) não porem cabeças de cartaz a tocar às 22h (quando uma pessoa tem de sair para um jantar de aniversário… torna-se incompatível). 

Dica “foge a 7 pés”: Escapar, afastar-me, afugentar (e toda a ação que seja equivalente a criar uma distância de segurança) de: (1) casais melosos que ficam à n/ frente como se fossem siameses (bloqueando a vista); (2) casais melosos bêbados (continuam a bloquear a vista e não tenho paciência para pessoas bêbadas); (3) espanholas bêbadas com problemas de equilíbrio (quase que parecia de propósito!); (4) pessoas que têm toda uma conversa durante um concerto (sabem que podem conversar em casa com o cd a tocar? Ou num café?!)

Dica para o taxista de sexta-feira: não fica bem perguntar com o ar mais surpreso do mundo “Para o festival?! Mas vai para o festival sozinha?!?!”. Pensei em dizer que não estava sozinha, que levava o meu amigo imaginário Anacleto Pitágoras… mas limitei-me a dizer que não…

Quanto a prémios (tchan tchan tchan tchannnnnnnnnnn):

Prémio para a melhor frase do fim-de-semana: Este não é o táxi da fada sininho!

Prémio “sonho de uma batata frita”: lá estavam elas… procurei-as no primeiro dia… no segundo nem para isso tive tempo, mas no terceiro elas apareceram como que uma visão… a banquinha das batatas fritas belgas vindas directamente da Golegã!

E o prémio Santa Paciência (porque bem precisa) vai (com uma grande ovação) para … trrrrrrrrrrrrrrrr… o melhor taxista do festival (quase que bate o meu taxista favorito, até agora, o Sr. Diamantino e do qual um dia ouvirão falar)… ou seja o senhor do táxi que não é da fada sininho.

Ora aqui vai o relato da coisa:

Sábado, pelas 21h30… depois de ter remado para a corrente de pessoas que estavam a chegar ao festival e de ter aturado uns galegos que nunca mais saiam do táxi, mal sabia eu o que me esperava! Pois é, esperava-me um senhor de 60 e tal anos, anafadinho e rezingão – o  melhor taxista do festival.

Primeiro uma entrada a pés juntos com a seguinte questão: “Vai-se embora!?!?! Antes dos Depeche?!?! ” (noto uma certa tendência em os taxistas se intrometerem na minha vida… ou então sou mesmo uma pessoa estranha… o alien dos festivais)…

Depois começaram as pérolas! Desde comparar o Dave Gahan (dos Depeche Mode) ao Zezé Camarinha, com a seguinte frase: “As miúdas andam todas malucas pelo “gajo do colete” dos Depeche mas esquecem-se que ele tem a idade do Zezé Camarinha” (lindo!), até contar a história do que existia antes do agora Lx Factory (o conjunto de fábricas, a tipografia que ali existiu, etc e tal), depois de me ter perguntado 5 vezes para onde queria ir (espantoso como consegui responder com diferentes respostas e sempre a dizer o mesmo sítio),  ainda se fartou de reclamar com as pessoas que não conseguem distinguir um táxi ocupado de táxi livre e, por fim, com os que chamam um táxi e depois apanham o primeiro que aparece… sem dó, nem piedade. 

O senhor taxista tinha razão: as pessoas são assim, querem tudo na hora, votam no instantâneo… e foi aqui que surgiu o verdadeiro pensamento do dia, a maior verdade da noite: aquele não era o táxi do Sport Billy, nem o táxi da fada sininho!



18 de junho de 2013

Noite de Santo António

Regressadinha de viajem contra greves francesas e alemãs, com atrasos e tudo, não resisti em arrastar-me para a clássica noite de Santo António! Uma noite clássica de Lisboa. Clássica pelo Santo padroeiro. Clássica pelas sardinhas, febras, cerveja e sangria. Clássica pela multidão. Clássica pelos bailaricos em sardinha enlatada. Clássica pelos manjericos esborrachados com quadras à banda. Clássica pela aventura de ir para casa….


Nota mental: lembrar-me, no ano que vem, o quão giro é ansiar durante 2h30 por um transporte que me leve a casa.

(13 de Junho de 2013)

8 de junho de 2013

Copenhaga 1 –notas mentais


·         Nunca mais anoitece....

·         Percebi porque é que o fogo-de-artifício só começa perto da meia-noite. É quando está escuro! Só anoitece lá para as dez e tal…


·         Turpas não é o nome de uma diversão do Tivoli. Significa qualquer coisa como: bilhete. Por isso, não vale reclamar que só existe bilheteira para uma diversão chamada Turpas. Ela não existe! O que existe é uma diversão chamada Starfkyer (nada a ver, portanto). O facto de a bilheteira (lá está, turpas) estar mesmo junto ao Starflyer, o mega carrossel, é pura estratégia de localização dos senhores do parque, pelo que dá para comprar aí os bilhetes sem ser necessário palmilhar o parque, a reclamar com o sistema dinamarquês.