30 de setembro de 2013

Olha o Tonecas de calções!

Tudo começou com a célebre deixa do descongelamento… o tempo está a arrefecer, disse-me o senhor do táxi… e nunca mais se calou…

Disse-me que os semáforos já têm canudo… ora, das duas uma ou os semáforos foram para a universidade e alguns saíram licenciados ou o canudo tem qualquer coisa a ver com o trânsito... por mera hipótese académica.

Disse-me que são radares... que eles andam aí… e querem apanhar-nos à força toda (pelo menos antes radares do que ETs, penso eu…) “Está a ver aqueles canudinhos em cima dos semáforos?” (dos peões?!?, penso), “Ah, pois é!”, respondo (eu nunca contradigo um taxista… é uma regra de sobrevivência). “E agora na Avenida da Liberdade têm uns que parecem uns pássaros”, diz, “Olhe ali, olhe ali!”… “Ah, pois é!” (não vi nada!).

Será teoria da conspiração ou mesmo verdade? Tive de ir investigar pois eu apostava que os canudinhos pertencem ao kit dos sinais sonoros para que os invisuais possam atravessar com maior segurança e o resto câmaras ou até mesmo… pássaros! A investigação googliana não me confirmou a teoria do senhor do táxi.

E durante a viagem lá me foi mostrando onde estão os sinais “especiais”, misturando a visita guiada com conselhos de condução defensiva e muita reclamação com o homem que partiu o trânsito (o que ganhou agora as eleições), mais os turistas que andam “à balda” em Lisboa, comentários aos transeuntes, finalizando toda esta parafernália de reclamações, conselhos e comentários com um belo de um grito ao jeito de piropo: “Olha o Tonecas de calções!” (isto a um rapaz todo alternativo de rastas e calças curtas…).

A culpa é minha... mesmo só dizendo “Ah, pois é!” e mesmo com o olhar meio perdido no trânsito (e no desejo de querer silêncio e um café!) tenho um ar simpático, está visto… 

E o prémio Santa Paciência e "Granda" Cromo vai para...



Um partidaço!!! E estive eu a levar com os comentadores políticos (giraços! not) com análises e mais análises (é que para além de ser o dia da estreia da 1000ª Casa dos Segredos, foi por acaso também dia de eleições, um dia importante para o futuro do poder local... sim, existe) quando podia estar a rebolar a rir! Se forem como este, passa a ser a comédia do ano...

Nem sei por onde começar.... ele é uma pessoa de sucesso, ele é mister Covilhã, ele é o melhor jogador de Belmonte, ele tem 3 namoradas... tem muito amor para dar e elas nem se importam já que ele é o único modelo de "Passsrelle" (é ou não é verdade que para além de ter um problema de dicção, o rapaz  enrola a língua a falar?) do Distrito de Castelo Branco, ele ensina a posição do amor, cuidar de pessoas velhas e até mesmo agricultura e... ele é um  QUERIDO com as raparigas FEIAS, porque elas vão dizer às bonitas que ele é um FOFINHO! Esperto!! Olha que qualquer dia nem a amiga da avó te safa das bruxas!

O pior é que existem mais assim...

29 de setembro de 2013

As avozinhas rufias das eleições

Fui votar. Sempre fui. Já passei muitos domingos de eleições nas ditas mesas de voto. Levantar-me ainda de noite, passar o dia a dizer bom dia ou boa tarde, ler nomes e números de eleitor, encaminhar as pessoas que erradamente aparecem na sala e que afinal são fregueses de outros, contar e recortar, confirmar, assinar, lacrar e aguardar pela polícia. Hoje não estive nas mesas. E por isso, consegui assistir às notícias e ver as confusões, boicotes que existem sempre. E foi isto que vi...
Uma palhaçada... Parece uma novela barata com maus actores que querem estar indignados mas parece que estão a rir... Estavam à espera da televisão para se começarem a indignar ou já a tinham chamado para se filmar tal palhaçada? Abstenham-se de votar se assim o querem mas abstenham-se também de figuras tristes. Já não bastava termos o ninja de Vila Nova de Gaia, agora tens as "avozinhas rufias" de Ourondo! Que lindo que é dar espectáculo para "tuga" ver ao deitarem a urna de voto para o chão, virarem mesas e rasgarem os boletins... Que cena tão (mal) montada e amanhada!







27 de setembro de 2013

Inspira, Expira e… Transpira…

Eu não sei o que se está a passar, se é da lua, da trovoada, do Outono ou do quer que seja, mas tenham muito cuidado que anda por aí um surto qualquer que faz com que as pessoas partilhem com as outras… nada mais, nada menos,… o quanto transpiram. É assim: eu não quero saber! Demasiada informação!!! Não, por favor!!!

A verdade, para mal dos meus pecados, é a de, no espaço de uma semana, quatro pessoas confessarem os seus problemas de transpiração… Digam o que disserem, isto para mim já é uma epidemia de desabafos completamente despropositados… e chega, ok?

Sem revelar nomes, porque quem sabe… sabe… e quem não sabe… não precisa de saber… Um confessou que o pior dia da sua transpiração foi ter transpirado as cuecas e…. a gravata (!!!)..  Outro, quando passa por laranjas e mostarda, mesmo embaladinhas e fechadinhas, começa a transpirar que é uma coisa parva (até ao momento só tinha ouvido uma amiga a dizer que o cheiro da laranja a fazia salivar… mas pelos vistos também faz transpirar… coisas estranhas acontecem com as laranjas, concluo…). 

Em defesa destas pessoas, quando fizeram os desabafos estavam no meio de amigos, num momento de partilhas, etc e tal… que eu agora aproveito ("AHAHAHAHA”, ou seja, riso maquiavélico…) assim como a quarta pessoa que, levada pelas histórias das anteriores partilhas, me dá os bons dias e logo a seguir vem com a partilha de uma transpiração nocturna, não vá eu ficar com pena de não ter ninguém a falar de transpiração neste dia.

Já não tem defesa possível o senhor taxista de ontem, que iniciou conversa (e o que eu odeio conversas de manhã!) com o belo do “hoje o tempo arrefeceu…” seguidinho de uma entrada a pés juntos com “…mas esta noite transpirei tanto!”… A sério?! Tenho mesmo de ouvir isto?!?!


26 de setembro de 2013

Em busca da vedeta perdida...


Hoje (ontem que isto ainda demorou a escrever) foi o dia da gala do mais sexy, dos tugas mais sensuais, com direito a Popota e tudo! Sim, a Popota foi à festa e que chique que estava, já outras vestimentas que andavam por lá a ser passeadas… medooo! Não que eu estivesse in loco, porque não estava. Mas cheguei a casa e liguei o dito canal para ver se as minhas vedetas do dia-a-dia apareciam e deparei-me com um frou-frou/suspiro/chantilly gigante a cobrir a “abelha”, o caos no anúncio do vencedor que já estava anunciado antes de o ser e não porque fosse notório do público que fosse ele o vencedor, mas porque o ecrã gigante já o mostrava, mesmo antes do speaker o dizer. Isso e os atropelos de discursos e o falar sem ligar ao microfone. Vi 10 minutos e passei à frente…

Não, este texto não é um mero reflexo de uma dor de cotovelo (as piores!!!) por não ter ido, até porque nem podia já que tinha outros compromissos mais (mas mesmo muito mais) literários. A verdade é que com esta coisa do “olha como aquela vai vestida!”, do “olha-me o penteado daquele…”, em conjunto com o “TU já viste que o x afinal veio com a y”, lembrei-me de um episódio/ maluqueira de NYC.

Segue o drama (mais ao estilo de drama queen) da viagem em NYC: tanta gente famosa que vive para aquelas bandas e… nem uma cruzou o meu caminho. A sério!!! Eu ando sempre a tropeçar em tudo, mesmo na mini pedrinha que se atravessa no meu caminho (ou eu no dela, já que costumam estar quietas) e no que toca a vedetas… nicles batatóides. Ainda corremos (vá… a andar depressa… o que num final de dia em NYC é uma proeza quando só nos apetece estalar os dedos e … cama!) para a entrada de um night club que tinha uma daquelas paredes cheias de quadadrinhos de patrocinadores, uma fila de fotógrafos, uns quantos seguranças, muitos flashes e… umas vedetas nada famosas, pelo menos para nós, a pousar e a dar entrevistas. O que me consola é que um dos senhores que fazia parte da organização daquele circo também não devia saber quem era metade daquela gente, pois tinha umas quantas folhas com fotos e respectivos nomes…

Concluindo: vimos vedetas… alguém as deve conhecer… nós não… por isso NÃO CONTA! Sniffff… e só de pensar que numa viagem a NYC as únicas pessoas famosas que vimos foi a Ana Malhoa no aeroporto da Portela e um antigo Presidente da República que regressou no mesmo avião…sniffff


23 de setembro de 2013

Teoria absolutamente espectacular e… minha!

Em conversa com a S. cheguei a uma conclusão absolutamente espectacular que resolvi explorar (eu sei que há coisas melhores para fazer, mas às vezes dá-me para isto). Esta sim vem explicar a lei da natureza, as regras do jogo do tempo, as alterações climatéricas etc e tal. Outono, Inverno e Verão: masculinos. Primavera: feminino. A verdade é que o Outono nunca se atrasa (a ventania desta tarde e o céu coberto bem o demonstraram). O Inverno também nunca se atrasa… esse até é dos irritantes que chega antes da hora… A Primavera… é uma autêntica “princesa”. Tanta preparação para o floreado, o jogo de pássaros etc e tal que quando acorda para a vida já devia ter entrado há um mês… O Verão, passado dos carretos, não quer saber dos atrasos da Primavera e… tufas… entra logo a matar. E é mais ou menos assim… a Primavera é a noiva (atesto que já vi noivas beeeemmmm atrasadas),  o Outono, o padre que chega a horas, o Inverno o noivo ansioso que teme que a dita se perca nos retoques finais (ou a acalmar o padre antes que venha para aí vendaval) e o Verão, o padrinho afogueado que ia se esquecendo das alianças em casa.

Após isto tudo… só faço figas para que o Outono se arrependa e volte para o lugar de onde veio… não há stress em chegar atrasado quando é por uma boa causa… na minha opinião...



Quais sentimentos para nos deitarem abaixo... basta um par de calças largas

Sabem aquela música "Feelings" (Feelings, nothing more than feelings, trying to forget my feelings...)? Agora imaginem: a música..., um táxi a parar, aqui a darling a saltitar nas pedras da calçada para a rua atravessar, de paralelepípedo em paralelepípedo, as calças largas… e o tropeçar, a queda em câmara lenta para cima da porta do táxi que felizmente tive tempo de abrir e o sentar atabalhoado no banco de trás, como se me tivessem atirado para dentro do táxi… só a mim…  



E agora uma versão bem diferente da que passava na rádio do táxi para dentro do qual me espalhei, de uma grande Senhora: Nina Simone. A ver!